O Exército Brasileiro realiza, na manhã desta sexta-feira (10), a prisão de três militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta participação em uma suposta ‘tentativa de golpe de Estado’.
As detenções foram autorizadas por Alexandre de Moraes, que determinou o início imediato do cumprimento das penas após a Justiça rejeitar os recursos apresentados pelas defesas dos condenados.
Os presos integram o chamado núcleo 4 das investigações, grupo apontado como responsável por ‘disseminação de desinformação’.
Foram detidos Ângelo Denicoli, major da reserva, Giancarlo Rodrigues, subtenente, e Guilherme Almeida, tenente-coronel.
De acordo com as apurações do portal Metrópoles, esse núcleo teria atuado nas redes sociais com o objetivo de ‘espalhar conteúdos falsos’ sobre o sistema eleitoral, em uma estratégia que supostamente buscava sustentar a permanência do então presidente Jair Bolsonaro no poder.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o grupo não apenas monitorava o ambiente digital, como também promovia “ataques virtuais” inseridos em um “plano maior de ruptura com a ordem democrática”.
Apesar das prisões realizadas, dois condenados seguem foragidos: o coronel Reginaldo Abreu e Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal.
Segundo a investigação, os envolvidos são acusados de ‘produzir e disseminar notícias falsas’ sobre o sistema de votação, além de ‘realizar ataques virtuais’ contra autoridades e ‘incentivar mobilizações’ que culminaram nos atos de 8 de Janeiro.
Outro ponto levantado pelas autoridades é o suposto uso da estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para viabilizar parte das ações investigadas, já que alguns dos acusados atuavam no órgão à época.
Ao todo, sete pessoas foram condenadas nesse núcleo, com penas que variam de mais de sete a 17 anos de prisão.
Fonte: Metrópoles – Foto: EBC