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Venezuela vai libertar presos políticos após queda de Maduro

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O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou nesta quarta-feira (7) que o país iniciará a libertação de prisioneiros políticos, em uma decisão que, segundo ele, busca contribuir para a pacificação interna.

O dirigente afirmou que um “número importante de pessoas venezuelanas e estrangeiras” será solto, embora não tenha informado quantos detentos serão beneficiados nem detalhado as nacionalidades envolvidas.

O pronunciamento foi feito à imprensa local e transmitido ao vivo na tarde desta quarta-feira. Rodríguez, que é irmão da vice-presidente interina Delcy Rodríguez, classificou a medida como um “gesto unilateral” do Estado venezuelano, adotado em conjun

Ele afirmou que a decisão demonstra que o governo não faz distinções de ordem política, religiosa ou social ao tratar da libertação dos detentos.

Sem citar diretamente os Estados Unidos, que prenderam o então presidente Nicolás Maduro no último sábado, Rodríguez sustentou que a iniciativa tem como objetivo consolidar um ambiente de paz em meio à transição política. Segundo ele, a libertação dos presos não está condicionada a negociações externas e reflete uma decisão soberana das autoridades venezuelanas.

De acordo com informações repassadas por Martha Tineo, cofundadora da organização venezuelana de direitos humanos Justiça, Encontro y Perdão, os primeiros prisioneiros políticos a serem libertados estão detidos em El Helicoide, uma das prisões mais conhecidas do país e frequentemente denunciada por práticas de tortura e maus-tratos contra detentos.

A declaração de Rodríguez ocorre em paralelo a manifestações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que o governo interino da Venezuela está, segundo suas palavras, “entregando tudo o que consideramos necessário”.

Trump disse ainda que aliados do ex-presidente Nicolás Maduro vêm cooperando com a nova administração, apesar de discursos públicos contrários adotados nos últimos dias. “Estamos nos dando muito bem com o governo atual”, declarou.

Em entrevista concedida na noite de terça-feira, Trump voltou a afirmar que os Estados Unidos pretendem administrar a Venezuela por um período prolongado, sem definir um prazo específico.

Questionado se a supervisão americana poderia durar cerca de um ano, o presidente respondeu que o período seria “muito mais longo”. Ainda assim, evitou estabelecer um cronograma claro para o fim da intervenção política e econômica no país sul-americano.

A libertação de presos políticos ocorre em um momento de forte reconfiguração institucional na Venezuela, marcado pela prisão de Maduro, pela instalação de um governo interino e pelo avanço da influência americana sobre decisões estratégicas do país.

Até o momento, as autoridades venezuelanas não divulgaram um calendário oficial para as solturas nem informaram se novas rodadas de libertação estão previstas. 

Foto: Ronald Peña R/EFE – Fonte: UOL

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