Turismo

Turismo no Brasil cai pelo 2º mês seguido

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Apesar do potencial natural e cultural amplamente reconhecido, o Brasil ainda enfrenta dificuldades recorrentes para transformar esse ativo em vantagem consistente no setor turístico.

Especialistas apontam que fatores como percepção de insegurança em grandes centros urbanos, custos elevados de deslocamento e hospedagem, além de episódios pontuais de má experiência com serviços, acabam impactando a competitividade do país em relação a outros destinos internacionais.

Nesse cenário, parte do debate sobre o turismo brasileiro passa justamente pela capacidade de oferecer não apenas atrativos, mas também previsibilidade, qualidade e confiança ao visitante.

Resultado? As atividades turísticas no Brasil registraram queda de 4% em março de 2026 na comparação com fevereiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (15) pelo IBGE. O resultado marca o segundo recuo consecutivo do setor, que acumulou perda de 5,4% no período recente.

O volume de atividades segue 6,3% abaixo do pico histórico registrado em dezembro de 2024, indicando perda de fôlego após o crescimento do ano anterior.

Entre os estados pesquisados, 14 das 17 unidades da federação acompanharam o movimento de queda. São Paulo teve o maior impacto negativo, com recuo de 6,3%. Também registraram retração Rio de Janeiro (-2,4%), Bahia (-5,3%), Pernambuco (-9,2%) e Minas Gerais (-2,8%).

Na direção oposta, alguns estados conseguiram avançar no período. O Rio Grande do Sul liderou as altas, com crescimento de 1,4%, seguido por Rio Grande do Norte (1,3%) e Goiás (0,4%).

Na comparação com março de 2025, o setor turístico recuou 3,9%, após dois meses seguidos de crescimento. Segundo o IBGE, o resultado foi influenciado principalmente pela queda de receita em segmentos como transporte aéreo de passageiros, hotelaria e locação de veículos.

Nesse recorte anual, 11 das 17 unidades federativas também registraram desempenho negativo. São Paulo caiu 3,1%, enquanto Bahia (-11,3%), Minas Gerais (-8,1%), Pernambuco (-12,9%), Santa Catarina (-10,2%) e Ceará (-11,6%) apresentaram quedas mais acentuadas.

Apesar disso, alguns estados registraram avanço, com destaque para o Rio Grande do Norte, que subiu 7,3% e teve o melhor resultado do mês. Espírito Santo (4,6%) e Rio Grande do Sul (1,3%) também tiveram crescimento.

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o setor ainda apresenta alta de 0,9% frente ao mesmo período do ano passado.

De acordo com o IBGE, o desempenho positivo foi impulsionado por atividades como alimentação, hospedagem, transporte aéreo e serviços de reservas.

Entre os estados, o Rio de Janeiro liderou o crescimento no trimestre, com alta de 8,4%, seguido por São Paulo (1,6%), Bahia (1,7%), Rio Grande do Norte (6,8%) e Amazonas (5,4%). Já Minas Gerais teve a maior queda no acumulado do ano, com recuo de 6,9%, seguido por Santa Catarina (-6,4%), Pernambuco (-3,6%) e Paraná (-2,6%). (Foto: EBC; Fonte: BPMoney)

Fonte: NM – BPMoney – Foto: EBC

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