O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu a veiculação de um jingle fake da campanha do presidente Lula que associava o senador Flávio Bolsonaro ao caso das “rachadinhas”, à compra de 51 imóveis e às investigações sobre o Banco Master com o recebimento de R$ 61 milhões para financiar o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A decisão atendeu a uma representação da campanha de Flávio Bolsonaro, que alegou a presença de “conteúdo fabricado e manipulado”.
Ao analisar o pedido, o ministro entendeu que a propaganda pode induzir o eleitor ao erro, uma vez que a desinformação eleitoral também ocorre por meio da distorção de fatos. Segundo Nunes Marques, a peça omite o andamento das apurações e cita que o caso da rachadinha já foi arquivado pela Justiça.
De acordo com a presidência do TSE, a combinação entre a ampla repetição do jingle e a falta de contextualização sobre a situação jurídica das denúncias pode resultar em interpretação equivocada dos fatos.