A Paraíba acabou tendo três nomes citados, dentre eles um que não representa o Estado no Senado, mas que é nascido aqui.
O site UOL trouxe em sua matéria: Mais da metade dos líderes no Congresso têm ocorrências judiciais, publicada na manhã desta quarta-feira (13) , um levantamento na Justiça de todos os casos envolvendo todos os líderes de partidos, da oposição e do governo na Câmara e no Senado.
Dos 26 líderes na Câmara, pelo menos 12 têm ocorrências no Judiciário. No Senado, pelo menos nove têm ocorrências de um total de 13 parlamentares na liderança. Ou seja, 53,8% líderes de bancadas no Congresso têm pendências judiciais.
A Paraíba acabou tendo três nomes citados, dentre eles um que não representa o Estado no Senado, mas que é nascido aqui. Cássio Cunha Lima (PSDB) e Aguinaldo Ribeiro (PP), além de Lindberg Farias (PT) estão entre os líderes do Congresso que respondem a processos na Justiça ou são investigados por operações como a Lava Jato.
Confira as matérias de acusação e defesa nos links abaixo:
Mais da metade dos líderes no Congresso têm ocorrências judiciais
Questionados na Justiça, líderes no Congresso negam irregularidades
As acusações contra os políticos vão desde corrupção, formação de quadrilha a tentativa de homicídio, caso do líder do governo Temer na Câmara, André Moura (à esquerda, na foto), do PSC de Sergipe, réu em três ações penais no STF (Supremo Tribunal Federal) e investigado em outros três inquéritos.
Veja a seguir o que diz o Uol sobre os parlamentares paraibanos (nos textos em itálico). A matéria é assinada pelo jornalista Carlos Madeiro. Baseou-se em dados “dos tribunais e da ong (organização não governamental) Transparência Brasil“.
Sobre Cássio Cunha Lima
O líder tucano Cássio Cunha Lima (PB) também tem ocorrências. Em 2006, foi eleito governador da Paraíba, mas acabou cassado em fevereiro de 2009. A acusação do Ministério Público Eleitoral diz que ele distribuiu cheques durante o período eleitoral por meio de um programa mantido pela Fundação Ação Comunitária –instituição ligada ao governo do Estado. É alvo de inquérito no STF desde 2012, que está sob segredo da Justiça, que investiga crime contra a ordem tributária e contra a paz pública. Em e-mail enviado ao UOL, diz que a decisão de cassá-lo foi equivocada e que ele não cometeu ato de corrupção ou improbidade. “Perdi o mandato por um programa social semelhante ao Bolsa Família.” Sobre os inquéritos e ações, diz que é normal que existam investigações e que não possui qualquer condenação transitada em julgado ou denúncia criminal.
Sobre Aguinaldo Ribeiro O Uol diz que o líder do PP “é alvo de inquérito da Operação Lava Jato, que investiga crimes como corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro”. E acrescenta: “Também é alvo de inquérito de 2011 que apura crimes previstos na Lei de Licitações (refere-se ao processo do Jampa Digital)”. Segundo o portal, a assessoria do parlamentar confirmou nos dias 14 e 21 de junho o recebimento de e-mail solicitando a versão do deputado, mas até ontem não enviou resposta.
Sobre Lindbergh Farias
O novo líder da minoria no Senado, Lindbergh Farias (PT-RJ), é alvo de seis inquéritos no STF, um analisa o envolvimento no esquema da Lava Jato e outros cinco são referentes à época em que era prefeito de Nova Iguaçu (RJ), que o tem como suspeito de formação de quadrilha, corrupção, fraude contra o sistema financeiro e à Lei de Licitações. Também é alvo de nove ações no Tribunal de Justiça do Rio por improbidade quando era prefeito e uma no TRF-2, que aceitou a denúncia em abril e o julgará por não prestação de contas do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).
Ao UOL, Lindbergh disse que sua “gestão na Prefeitura de Nova Iguaçu sofreu questionamentos”, mas “todos os que foram analisados até agora foram arquivados. A convicção é que os demais terão o mesmo destino”. Sobre o inquérito da Lava Jato, garante que “todas as doações de campanha foram oficiais, registradas na forma da lei, auditadas e aprovadas por unanimidade pela Justiça Eleitoral”.
PB Agora
