Os vereadores da oposição ingressaram com recurso e aguardam posicionamento da justiça sobre o caso
O vereador Raoni Mendes (DEM), autor do pedido de CPI para investigar os indícios de desvios milionários nas obras da prefeitura de João Pessoa, na Lagoa, do Parque Solon de Lucena, voltou a reforçar, nesta terça-feira (31), a necessidade de apuração do paradeiro de quase R$ 10 mi detectados no relatório da antiga Controladoria Geral da União (CGU).
Segundo Mendes, o rompimento do túnel, construído para passagem do escoamento da água, pela terceira vez em menos de seis meses, provocando a interdição de uma via, inclusive com peixes brotando, é uma das provas que, além da suspeita de desvio dos recursos, a obra também não teria sido executada de forma correta.
“O relatório da CGU aponta que 1/3 da obra da Lagoa está sob suspeita, perfazendo um total de quase R$ 10 milhões, entre eles o túnel, que pela terceira vez, estoura, causando a interdição da Avendia Padre Azevedo. Conversando com os moradores, comerciantes e população, a indignação é grande, pois o serviço além de mal feito, fica claro que também não foi executado da forma correta, aumentando ainda mais a necessidade de investigar a aplicação dos recursos públicos”, reforçou o parlamentar.
Atualmente o pedido de CPI da Lagoa se encontra suspenso graças a uma decisão do desembargador do Tribunal de Justiça da Paraíba que acatou a tese da Mesa Diretora da Câmara Municipal de João Pessoa sobre a ausência de requisitos para iniciar a investigação. Os vereadores da oposição ingressaram com recurso e aguardam posicionamento da justiça sobre o caso.
PB Agora
