Equipe de rúgbi da Rainha da Borborema tenta driblar a falta de investimento, faz remontagem no elenco e planeja disputar a liga nordestina da modalidade em 2017
Num país onde até fazer futebol – que é o carro-chefe dos esportes brasileiros – não é tão fácil, jogar rúgbi chega a ser um desafio. Mas em Campina Grande, um time tem se esforçado para seguir em frente nessa modalidade. É na Rainha da Borborema – onde Campinense e no Treze são as principais referências esportivas – que surge uma das forças emergentes da Paraíba nesse esporte. O Campina Grande Rugby Clube lida com a falta de apoio, banca do próprio bolso os gastos com viagens, mas está em meio a uma reformulação de elenco para tentar crescer e atingir o objetivo de disputar a Liga Nordeste da modalidade.
Em 2012, a equipe precisou parar suas atividades justamente por falta de apoio financeiro. Retomou os trabalhos um ano e meio depois, em 2014, e vem conquistado espaço no cenário esportivo estadual, tanto no masculino, quanto no feminino.
No masculino, a equipe disputa a modalidade ten-a-side, com 10 de jogadores de cada lado. No ano passado, terminou o Campeonato Paraibano empatado na liderança com o Garous (versão masculina do João Pessoa Rugby Clube) e ambos dividiram o título. Em 2016, porém, o time vem atravessando uma renovação quase completa no elenco e ainda não venceu no torneio estadual.
Já no feminino, a modalidade disputada é a seven-a-side, com sete jogadoras de cada lado. E os resultados, neste caso, são um pouco melhores. Em dois jogos contra o Fúrias (versão feminina do João Pessoa), a equipe campinense perdeu uma e venceu outra.
Os resultados dos últimos dois anos dão margem para o time de Campina Grande pensar em evoluir e mirar voos mais altos. O presidente do clube, Arthur Navarro, não está satisfeito com o que foi feito até aqui e quer a participação da equipe na Liga Nordeste. Para isso, no entanto, ele sabe que é preciso receber mais apoio financeiro.
– Ficamos mais de um ano e meio sem jogar por falta de apoio. Todos nós pagamos uma mensalidade para manter os custos das viagens e do material de treinamento. Por isso mesmo, com essas dificuldades, os resultados têm sido muito bons, especialmente no feminino. No masculino, estamos renovando o time quase inteiro e as derrotas são normais – declarou Arthur Navarro.
Atualmente, o clube conta apenas com o apoio da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), que cede o seu campo para os treinamentos da equipe aos sábados. Nas terças e quintas-feiras, o grupo aluga o campo da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) para treinar.
Para conseguir disputar a Liga Nordeste, o Campina Grande Rúgbi Clube precisa de uma licença da Federação Nordestina de Rúgbi. Para conseguir esta licença, o clube tem de apresentar algumas documentações comprovando que tem condições de disputar o torneio, além de pagar uma taxa simbólica que ainda não foi definida pela entidade.
Como a competição já está em andamento neste ano, a intenção da equipe campinense é angariar apoios financeiros que permitam a participação já na edição de 2017. Para realizar este sonho, a diretoria do time prepara para o segundo semestre deste ano o lançamento de um programa de sócios-torcedores, a partir do qual os amantes do rúgbi contribuirão mensalmente em troca de benefícios na compra dos produtos da equipe.
O rúgbi é um esporte originário da Inglaterra e atualmente é praticado em cerca de 120 países pelo mundo. Foi o esporte, aliás, que deu origem ao futebol americano, que posteriormente se tornou um dos esportes mais praticados nos Estados Unidos.
GE
