Reunião

Reunião secreta de Lula, Moraes e Alcolumbre ocorre em meio a investidas da PF

A reunião reservada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), na noite da terça-feira (4), ocorreu em paralelo ao avanço de investigações da Polícia Federal (PF) sobre suspeitos ligados às cúpulas dos Três Poderes.

O encontro de três horas fora das agendas oficiais na casa de Moraes visou recompor a relação entre Lula e Alcolumbre, estremecida desde a rejeição de Jorge Messias ao STF. Mas também coincidiu com o terceiro inquérito da PF mirando Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República, e outras investigações que pressionam as cúpulas dos Poderes.

Investigações da PF, autorizadas pelo STF, sobre corrupção e tráfico de influência ampliam o desgaste do governo. Casos ligados ao Banco Master, às fraudes no INSS e a negócios com ministérios sob suspeita alcançam aliados, ex-assessores e Lulinha, e tudo isso compõe um grupo de temas que devem pressionar a campanha do presidente à reeleição.

Embora Lula não seja investigado nesses episódios, o avanço das apurações abalou a imagem de sua gestão ao envolver pessoas que ocuparam posições estratégicas em governos petistas ou que têm contato direto e de longa data com ele, o que reforça a percepção de envolvimento do entorno presidencial em suspeitas de corrupção.

No caso de Moraes, foi revelada a existência de um contrato milionário firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa. Já Alcolumbre é mencionado em razão dos investimentos de R$ 400 milhões feitos pela Amapá Previdência (Amprev), comandada por um aliado do senador e com seu irmão no conselho fiscal, em títulos do Banco Master.

Nas revelações mais recentes, desdobramentos das investigações sobre as fraudes no INSS também atingiram o ex-chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Carvalho, o Marcola, alvo de um inquérito por suspeita de tráfico de influência. Ele deixou o cargo há duas semanas e pediu para se afastar do comitê de reeleição de Lula.

O nome de Marcola ainda apareceu em outra apuração após a identificação de sua relação com a empresária Roberta Luchsinger, investigada no caso e amiga de Lulinha.

Em meio a esse contexto, a pesquisa Meio/Ideia, divulgada quarta-feira (5), revelou que o combate à corrupção é a maior exigência do eleitor na corrida à Presidência. “Acabar com a corrupção e fazer a lei valer para todos” foi apontada por 33,1% dos entrevistados como maior prioridade a ser tocada pelo próximo presidente.

O Instituto realizou entrevistas telefônicas com 1,5 mil eleitores de 16 anos ou mais em todo o país. O levantamento ocorreu entre 31 de julho e 3 de agosto, tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais, confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como BR-04579/2026.

Fonte: Gazeta do Povo – Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

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