A Polícia Federal apreendeu um jato executivo avaliado em aproximadamente R$ 120 milhões que pertence à estrutura patrimonial de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master. A aeronave foi localizada no Paraguai e retornou ao Brasil após uma operação conjunta da PF com a Secretaria Nacional Antidrogas paraguaia e outras autoridades do país.
O avião foi levado para o Aeroporto de Brasília, onde permanecerá sob custódia das autoridades brasileiras. Vorcaro está preso desde 4 de março, quando foi detido no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master.
Mesmo depois da prisão do ex-banqueiro, o jato continuou sendo utilizado. Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, a aeronave realizou 16 voos internacionais durante o período em que Vorcaro permanecia encarcerado em Brasília. Os trajetos incluíram destinos na América do Sul, Europa, Estados Unidos e Oriente Médio, tendo Assunção como ponto de partida ou chegada.
Ainda não há informações oficiais sobre quem utilizou o avião ou quem era responsável pela operação da aeronave enquanto Vorcaro estava preso.
Trata-se de um Gulfstream GV-SP, de prefixo PR-PSE, registrado em nome da Viking, empresa responsável pela administração patrimonial do ex-dono do Banco Master. O modelo tem capacidade para transportar até 16 passageiros, além de pelo menos dois tripulantes, e autonomia de aproximadamente 6.750 milhas náuticas, o equivalente a 12,5 mil quilômetros, permitindo viagens de longa distância entre continentes.
A prisão de Daniel Vorcaro ocorreu durante a Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal para apurar um suposto esquema de fraudes financeiras relacionado ao Banco Master.
De acordo com os investigadores, o grupo teria produzido contratos, extratos bancários e outros documentos falsificados com o objetivo de aumentar artificialmente o patrimônio da instituição, conquistar investidores e esconder a situação financeira real do banco.
A apuração também envolve suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de empresas e fundos de investimento. Entre os crimes investigados estão ainda corrupção, organização criminosa e invasão de sistemas de órgãos públicos para acessar informações protegidas relacionadas às investigações.
A PF apura, além disso, a existência de uma estrutura que teria sido utilizada para pressionar ou intimidar jornalistas, concorrentes e antigos funcionários. A defesa de Daniel Vorcaro nega as acusações apresentadas pela investigação.
Fonte: DOnline – UOL – Foto: divulgação