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MP instaura inquérito para investigar falta de gasolina em João Pessoa

gasolina (2)O Ministério Público da Paraíba instaurou inquérito civil para investigar a situação do desabastecimento de combustíveis no estado, que vem sendo registrado em João Pessoa. Segundo o promotor dos direitos do consumidor, Glauberto Bezerra, o órgão vai acionar o Agência Nacional de Petróleo (ANP) e a Petrobras para que ajudem a esclarecer o caso. A medida foi anunciada na manhã desta terça-feira (5) durante uma reunião com representantes de vários setores envolvidos no abastecimento.

O problema do desabastecimento começou no feriado de Natal porque, segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo (Sindipetro), um navia com carga de gasolina deveria ter chegado em Cabedelo no dia 23, mas só aportou no dia 29. Durante este período, o preço do litro do combustível chegou a custar R$ 4,15 no dia 28, mas uma pesquisa do Procon divulgada no dia 30 encontrou o combustível sendo vendido entre os valores de R$ 3,399 e R$ 3,999, uma variação de 17,7%. Na mesma pesquisa, o Procon indicou que 58 postos tinham reajustado o preço do combustível em relação à pesquisa anterior.

Entre os participantes estava a presidente da Companhia Docas, Gilmara Timóteo, que faz a gestão do Porto de Cabedelo, onde a carga de combustíveis chega. “Não entendemos o por que dessa falta de combustível nos postos da grande João Pessoa porque por parte do Porto de Cabedelo, a gente considera que tudo está normal, esse fluxo de abastecimento já era para ter normalizado”, diz Gilmara.

Segundo a presidente, apesar do atraso na semana do Natal, na semana seguinte teria sido normalizado. “O último navio chegou no dia 29. Esse combustível foi distribuído para os tanques, já estamos com previsão de um novo navio para esta semana e esse fluxo está normal”, garante.

Já o presidente do Sindipetro, Omar Hamad diz primeiro houve o atraso, mas agora os comerciantes enfrentam o problema de logística. “O navio chegou com quantidade resumida e não houve tempo hábil para ser entregue a todos os postos que estavam com dificuldade de receber o produto”, diz. Segundo ele, o problema de infraestrutura envolve os caminhões como de carregamento. “O negócio é lento”, garante.

Com G1 PB

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