fortes vieses políticos

Governo americano destaca fragilidades no sistema de Justiça do Brasil

Um estudo do Departamento de Estado dos Estados Unidos destacou fragilidades no sistema de Justiça do Brasil na luta contra crimes financeiros.

Conforme o relatório produzido durante a gestão de Donald Trump, decisões judiciais podem ser influenciadas por “fortes vieses políticos”, gerando efeitos que ultrapassam as fronteiras nacionais.

Segundo o documento, magistrados brasileiros podem atuar de forma parcial em casos de grande relevância. “Juízes agindo com fortes vieses políticos proferem decisões com ampla relevância doméstica e pretendido impacto internacional, o que permanece sem solução”, afirma o relatório obtido pela coluna.

O texto também aponta possíveis atrasos na tramitação de processos. “Atrasos judiciais frequentemente levam à prescrição de processos antes do julgamento, devido a prazos prescricionais rigorosos”, indica o estudo, que avaliou o combate à lavagem de dinheiro e ao crime organizado.

O relatório identifica que os principais recursos ilícitos no país vêm da corrupção, contrabando de migrantes, crimes ambientais e do tráfico de drogas, armas e produtos falsificados.

“Os métodos de lavagem de dinheiro incluem o uso de bancos, imóveis, contas fantasmas e paraísos fiscais estrangeiros, apostas online, criptomoedas, redes financeiras informais e a venda de carros, gado, cavalos de corrida, obras de arte e outros bens de luxo”, detalha o documento.

Elaborado como um diagnóstico global sobre o crime organizado, o relatório é utilizado por Washington para avaliar legislações, atuação de autoridades, eficiência do Judiciário e cooperação internacional, orientando decisões de política externa, acordos bilaterais e medidas diplomáticas.

O Departamento de Estado destacou, em nota de 10 de março, que facções brasileiras como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) representam ameaças regionais.

“Os Estados Unidos veem as organizações criminosas brasileiras, inclusive o PCC e o CV, como ameaças significativas à segurança regional em função do seu envolvimento com o tráfico de drogas, violência e crime transnacional”, registra o comunicado.

Sobre a possibilidade de classificar esses grupos como organizações terroristas, o governo norte-americano esclareceu que não antecipa “potenciais designações terroristas ou deliberações relativas a designações terroristas”, destacando que está “totalmente empenhado em tomar medidas adequadas contra grupos estrangeiros envolvidos em atividades terroristas”.

Fonte: Metrópoles

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