Líder do Democratas na Câmara Federal, o deputado Efraim Filho já planeja aumentar o número de integrantes do partido aproveitando o momento confuso vivenciado pelos tucanos com mandato no Congresso Nacional. O paraibano afirmou que sua legenda buscar ganhar mais destaque a partir da crise do PSDB.
Membros do partido ligados ao senador Aécio Neves (MG) passaram a ser sondados pelo DEM, principal aliado no plano nacional, que tem tentado se expandir com insatisfeitos de outras legendas. A iniciativa do Democratas é estratégica e visa preencher o espaço eleitoral dos tucanos, atualmente divididos, entre outras questões, sobre a permanência no governo Temer.
“Estamos tentando ocupar a lacuna deixada pelo PSDB, que está mais preocupado com questões internas”, Efraim Filho.
Uma dessas lacunas é Minas Gerais, reduto de Aécio. Com a segunda maior população do país, o Estado é considerado por dirigentes do DEM como um dos locais onde o partido estava “morto”, devido à forte influência do senador sobre os partidos aliados. A legenda se move em duas frentes sobre os mineiros. De um lado, a executiva nacional corteja deputados próximos ao senador e críticos ao atual presidente interino do partido, Tasso Jereissati (CE), como Paulo Abi-Ackel e Marcus Pestana.
Ambos são amigos dos dirigentes do DEM e ainda não responderam ao pedido. Pestana diz foi “sondado e convidado” pelo DEM e o que o PSDB “vive o momento mais complicado de seus quase 30 anos”, mas se sente apegado aos tucanos porque é um dos fundadores do partido. A outra frente é liderada pelo senador Ronaldo Caiado (GO), que age de forma mais independente da direção. Ele busca filiar o ex-presidente da Assembleia mineira Dinis Pinheiro (PP), pretenso candidato ao governo estadual que também fazia parte da base de Aécio Neves.
Folha de Sao Paulo