inalização das obras de abastecimento hídrico, redução de impostos e aumento salarial para policiais. Foram esses os principais pontos abordados pelo senador Efraim Filho, candidato do PL ao governo da Paraíba. Efraim foi o segundo entrevistado da rodada de entrevistas com os candidatos ao governo do Estado no programa Correio Debate, da Rede Correio SAT. A entrevista aconteceu nesta terça-feira (15).
Durante a conversa, Efraim Filho também falou sobre uma possível aliança com Cícero Lucena (MDB) no segundo turno, os escândalos que movimentam Brasília e a expansão do turismo pelo interior do estado.
Confira abaixo os principais pontos abordados de acordo com os temas:
Transposição do São Francisco e agricultura – A gente aprendeu a conviver e conhecer de preto a angustia de quem é sertanejo, do interior. A gente o que é a dor da seca. A chegada tão sonhadas das águas, o cidadão vê ela passando no canal, mas não vê ela chegando na sua casa, chegando no seu gado, que definha. Isso dói muito.
Eu vou buscar a condição e autorização para que as adutoras possam sair do canal da transposição para chegar em quem quer produzir, quem quer matar a sede. Água é vida.
A adutora do Cariri está paralisada. Mais de dez anos para se fazer. A Transparaíba foi inaugurada uma meia boca e já deu problema. O canal Acauã-Araçagi está aí há anos e não é concluído.
Com recursos meu, de senador, fiz o açude Acauã em São Bento. O açude de Alcantil. Trato a água como prioridade. Como governador vou concluir as adutoras.
Perímetros irrigados será prioridade. Se o governo tiver que aportar recursos dentro da Companhia do Desenvolvimento do Vale do São Francisco o governo está aí para isso.
A água tem que chegar para quem planta, tem que chegar para quem produz. É assim que a gente vai reduzir as desigualdades regionais.
Quero fazer com o programa de leite da Paraíba o que há com o Bolsa Família, com o salário do servidor. Eles têm um calendário para receber. Quem é produtor, vamos colocar um calendário para saber a data que recebe. Quem produz precisa se planejar.
Água e crédito são duas iniciativas que quero levar, através do cooperativismo. Ações que dentro do agro a gente pode fortalecer quem produz e fazer da nossa vocação econômica o sustento de quem produz.
Governo do Estado alega ter R$ 4 bilhões em caixa. Como investir esses valores no seu governo? Dinheiro em caixa com projeto paralisado para mim é incompetência. Não adianta ter governo rico se a riqueza não chega na casa do pobre. Se tem programa parado, creches paralisadas, estradas esburacadas. Abrir uma torneira e não chegar água. Se eu tiver R$ 4 bilhões em caixa e o produtor de leite não está recebendo a parte do governo e está desesperado porque não consegue manejar seu rebanho é incompetência do governo que está aí.
Vou querer um governo equilibrado, saneado, mas que toque as políticas públicas. Só dinheiro em caixa é uma propaganda pela metade.
Eu vim para dar continuidade ao que funciona. Não sou da mentalidade de dizer que se é do governo antigo vou deixar pela metade. Toda obra em andamento será concluída.
Mobilidade urbana – O povo diz hoje que as estradas da Paraíba são uma tábua de pirulito e a tábua de pirulito tem que ter fim. Não é possível que a gente tem um governo onde o grande orgulho era a malha rodoviária e hoje quem precisa se deslocar, principalmente pelo Brejo paraibano, é um desastre.
As vezes não tem estrada com buraco, as vezes tem um pedaço de asfalto em algo que já virou um buraco só.
Eu vou inovar, fazendo uma mudança de modelo de contrato, que já existe em outros estados. As empresas vão receber, no meu governo, não pelo tapa-buraco, vão receber pela conservação das estradas. Se tiver buraco elas vão perder dinheiro. Vou reduzir o que ela ganha. O contrato será de conservação das estradas e não como é hoje, emergencial, de tapa-buraco que quando faz com três dias já tem o mesmo buraco no mesmo lugar. Vou mudar a mentalidade. O que está aí não está bom.
Caso Banco Master e STF – Acredito que o escândalo do caso Master e a politização do Supremo Tribunal Federal tem realmente gerado um desgaste ao PT e a quem está associado ao PT. Lucas Ribeiro é apoiado pelo PT e esse desgaste, que já chegou nacionalmente a Lula, também deve chegar a ele aqui na Paraíba.
Sobre o Dark Horse, Flávio trouxe as alegações dele de que era recurso privado para um filme privado e me parece que o eleitor de Flávio absorveu essa tese, tanto que ele conseguiu recuperar os pontos perdidos nas pesquisas, chegou ao empate técnico com Lula e já está à frente em cenário de segundo turno.
A meta é Flávio chegar na frente já no primeiro turno. Essa subida de Flávio alavanca a minha candidatura.
Vorcaro tinha recursos e ajudava a todo mundo. Agora, uma coisa foi fruto de relações ilícitas de corrupção e aquele recurso para o filme [se for [ilícito], se provar, ele terá que se explicar.
Bolsonarista por ocasião ou convicção? Indenpendete de eu estar compondo ou não o governo, quando chegou a hora do impeachment de Dilma eu votei. Em todos os votos, em todos os gestos, tive sempre essa posição à direita. Nunca mudei de partido, precisei vir ao PL por conta da federação.
O que importa são os votos. O voto à favor da família, da liberdade. Fui o único senador da Paraíba a ter a coragem de assinar o impeachment de Alexandre de Moraes.
Falta de embate com Cícero nos debates – Acredito que se tem alguém que conhece e entende de estratégia política está aqui e 2022 provou isso.
Enfrentei uma eleição de senador, onde a grande imensa maioria dos analistas diziam que minha candidatura era uma aventura fadada ao fracasso.
Quem mais ouviu piléria está aqui, quem mais ouviu humilhação está aqui, quem mais ouviu piada está aqui. Eu continuei ali, focado, sereno. Quando abriu as urnas o eleito foi Efraim Filho, que derrotou os candidatos do governo. Derrotei a candidata Pollyanna e o ex-governador Ricardo Coutinho. Não tenho medo de governo e agora estou pronto para derrotar o próprio governo.
Essa é uma eleição para ser ganha em dois lances, igual xadrez. No primeiro turno, vamos vencer Cícero. No segundo turno, vamos derrotar Lucas.
As oposições tendem a se unir, isso é natural. Quem votou contra o governo no primeiro turno é natural que vote contra o governo no segundo turno. Eu vou chegar ao segundo turno.
Como aproveitar a energia limpa gerada na Paraíba? A Paraíba não pode ter a vocação para ser a tomada do Brasil. Não adianta só ter a energia produzida aqui, temos que trazer as empresas que se beneficiam da energia, para perto. O governo tem que ter uma política de atração de empresas que usam a energia renovável para que não tenha que utilizar o fio para longas distâncias se elas estiverem aqui.
A atividade mineral. Temos uma empresa americana querendo se instalar no Curimataú, um lítio foi achado, mas o governo precisa investigar R$ 300 milhões para levar a canalização da PBGás até lá, qual é a decisão do governo? Investir para levar o gás ao Curimataú? Não. Essa empresa não pode ir para aí não, manda ela vir para Santa Rita. Ou seja, é uma opção que a gente tem, de fazer o investimento alto, mas se justificava. Aí não, manda vir para onde já tem industrialização.
Quero ter essa mentalidade de combater desigualdade regional levando isso adiante.
Segurança – A Paraíba está com medo. A mãe de família está com medo, o estudante está com medo, o motorista Uber está com medo. O dono do comércio está com medo. Sabe quem não está com medo? O bandido.
Qualquer um de nós se passar em uma rua deserta e passar dois homens em uma moto o coração palpita.
Um comerciante que precisa pagar taxa a facção para abrir seu negócio não é segurança, é trégua. Trégua com crime organizado no meu governo não vai existir. No meu governo, bandido não se cria.
Vamos dar legitimidade e autoridade à polícia na rua. Vamos combater o crime organizado asfixiando financeiramente o crime, não correndo atrás do trombadinha na esquina.
Vamos tirar os presídios de Mangabeira para áreas remotas. Não dá para a população do maior bairro ficar convivendo com o crime organizado, com as facções ao seu lado.
Tiro os presídios e coloco parque sensorial para crianças autistas, centro de tecnologia e conjuntos habitacionais. Presídio não pode ser escritório do crime.
Vou pagar um melhor salário de polícia. Hoje, pagamos o segundo pior salário de polícia do Brasil. São 27 estados e a Paraíba é o 26º. A Polícia Penal é uma das que mais sofrem perseguições na Paraíba.
Além de melhorar o salário da polícia, fazer o escalonamento vertical. Fazer a correção do déficit. São 5,6 mil policiais que era para ter a mais na Paraíba.
Expansão do turismo – Pensar o turismo como mercado, roteiro vendável, de forma profissional. O sol e a praia de João Pessoa se vende sozinho. O que a gente precisa mostrar é o Vale dos Dinossauros, o Lagedo de Pai Mateus, a Pedra da Boca, o Vale dos Picotes. São tantas e tantas belezas para interiorizar esse turismo.
O Turismo de aventura, o ecopedal, o turismo religioso. A Paraíba tem essas vocações, mas precisa ter profissionalismo.
Saúde – Temos o projeto do pix saúde, para conveniar com a rede privada para que a gente reduza o tempo de fila e de espera para fazer exame, consulta e cirurgia.
A população descobre que o governo não funciona quando ela precisa. Quero tratar a saúde como prioridade. Quero chegar onde as políticas públicas de saúde não alcançam: a depressão, o autismo.
Imposto – Os outros dois disseram não não baixam imposto. Eu vou baixar imposto. Quero defender quem empreende, quem tem comércio. O empreendedor paraibano está dando sangue, suor e não está saindo do canto porque é imposto demais.
Fonte: Portal Correio – Foto: Youtube