Na véspera, moeda avançou 1,45%, cotada a R$ 3,49 na venda. Em 2016, dólar acumula queda de 11%
O dólar sobe forte nesta terça-feira (3), acompanhando o cenário externo, marcado por aversão a risco após dados ruins da China, e com o Banco Central atuando de maneira mais intensa para controlar a queda frente ao real. O cenário político continua no radar do mercado.
Às 13h30, a moeda norte-americana subia 2,29%, vendida a R$ 3,57.
Acompanhe a cotação ao longo do dia:
Às 9h10, alta de 1,52%, a R$ 3,5432
Às 9h29, alta de 1,41%, a R$ 3,5392
Às 10h09, alta de 1,31%, a R$ 3,536
Às 11h, alta de 1,49%, a R$ 3,542
Às 11h20, alta de 1,85%, a R$ 3,5546
Às 11h40, alta de 2,23%, a R$ 3,568.
Às 12h10, alta de 2,65%, a R$ 3,5828
Às 12h50, alta de 2,16%, a R$ 3,5655
“As moedas de países emergentes, como um todo, estão caindo. O BC é só a cereja do bolo”, disse à Reuters o economista da 4Cast Pedro Tuesta.
A aversão a risco refletia os dados da atividade industrial da China, que encolheu pelo 14º mês seguido em abril. O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do Caixin/Markit recuou para 49,4 na segunda maior economia do mundo, contra expectativa do mercado de 49,9 e ante 49,7 em março. Com isso, o dólar também ampliava a alta em relação a moedas de países como o México e Chile.
A aversão a risco refletia os dados da atividade industrial da China, que encolheu pelo 14º mês seguido em abril, mostrando fragilidade da segunda maior economia do mundo. Pesava também no cenário externo o preço o petróleo, que ampliava as perdas por preocupações com o aumento da produção no Oriente Médio e no Mar do Norte, renovando os receios em torno do excesso de oferta global.
A cena política seguia no radar dos investidores. Na véspera, Henrique Meirelles, ex-presidente do BC e já indicado para comandar o Ministério da Fazenda num provável governo de Michel Temer, disse que é preciso reverter a trajetória da dívida pública e ter claro o que é preciso fazer para o país sair do atual ciclo econômico negativo. Na próxima semana, o Senado vota o afastamento temporário da presidente Dilma Rousseff.
Intervenção do BC
No mercado local, a atuação do BC também ajudava a puxar o dólar. Nesta manhã, vendeu 9,8 mil swaps cambiais reversos, equivalentes a compra futura de dólares, da oferta total de até 20 mil contratos. Na véspera, o BC ofertou e vendeu integralmente 40 mil swaps reversos.
Com a piora no cenário externo, que acentuou a alta do dólar no Brasil, o BC não anunciou, até o momento, novo leilão para tentar colocar o restante dos contratos não vendidos na primeira tranche, como fez recentemente.
Nos dois pregões anteriores, o BC havia voltado a atuar com mais força no mercado de câmbio após o dólar ir abaixo de R$ 3,45. Para muitos especialistas, o Banco Central não quer a moeda abaixo de R$ 3,50 para não prejudicar as exportações e, assim, as contas externas do país.
Entenda: swap cambial, leilão de linha e venda direta de dólares
Na véspera, o dólar subiu 1,45%, vendido a R$ 3,49. No acumulado de 2016, o dólar tem desvalorização de 11%. Só em março e em abril, as quedas mensais acumuladas foram de 10,17% e 4,34%, respectivamente.
Um decreto presidencial elevou de 0,38% para 1,1% a alíquota do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) cobrado na compra de dólar e outras moedas estrangeiras em espécie.
