O Banco Central do Brasil reduziu a taxa básica de juros, a Selic, de 14,75% para 14,50% ao ano nesta semana. Apesar do corte, o Brasil continua ocupando a segunda colocação no ranking global de juros reais, ficando atrás apenas da Rússia.
De acordo com levantamento das consultorias MoneYou e Lev Intelligence, a taxa real brasileira — que desconta a inflação — recuou de 9,51% ao ano em março para 9,18% em abril. O ranking considera 40 economias.
A Rússia lidera a lista com juros reais de 9,57% ao ano. Na sequência, o Brasil aparece à frente de países como México (5,39%), África do Sul (4,71%) e Argentina (4,48%).
O cálculo dos juros reais leva em conta a taxa de mercado projetada para os próximos 12 meses e a expectativa de inflação no mesmo período. No caso brasileiro, a projeção inflacionária está em 4,34%, segundo o boletim Focus do Banco Central.
Já no ranking de juros nominais, o Brasil aparece empatado com a Rússia na terceira posição. A liderança é da Turquia, com taxa de 37%, seguida pela Argentina, com 29%. A Colômbia registra 11,25%, enquanto México e África do Sul têm 6,75%.
O estudo também aponta que a maior parte das economias manteve suas taxas de juros no período: 85% não fizeram alterações, enquanto 7,5% reduziram e outros 7,5% elevaram os índices.
A média global de juros reais caiu de 2,18% para 1,8%, refletindo ajustes recentes nas políticas monetárias.
Segundo as consultorias responsáveis, o cenário internacional ainda pressiona as expectativas de inflação, especialmente devido às incertezas relacionadas a tensões no Oriente Médio, consideradas um fator de impacto inflacionário relevante.

Fonte: TMC; Arte: Direita Online – Foto: Pixabay