Portas quebradas, grades danificadas e pichações nas entradas do metrô. Foi assim que terminou parte da manifestação em apoio a Lula (PT) e contra Flávio Bolsonaro (PL), realizada neste domingo (11), na Avenida Paulista, em São Paulo. Enquanto a multidão deixava o local, manifestantes depredaram acessos das estações Consolação e Trianon-Masp, e quem precisava utilizar o transporte público acabou enfrentando transtornos.
Na Consolação, a Polícia Militar (PM) confirmou que portas e grades foram quebradas. Já na Trianon-Masp, imagens registraram pichações e danos às estruturas. A PM também relatou atritos envolvendo funcionários da estação Consolação, mas informou que a situação foi controlada.
O episódio não passou despercebido nas redes sociais. Entre as críticas, chamou a atenção o fato de os danos terem atingido justamente um serviço utilizado por trabalhadores que dependem do metrô para circular pela cidade.
“Não atacam e nem depredam nada dos banqueiros e empresas privadas da Paulista, mas fodem o patrimônio público que o trabalhador usa todo dia, parabéns para esses lixos”, escreveu um usuário do X, ao comentar as imagens.
Também surgiram cobranças para que os responsáveis pela depredação recebessem punições semelhantes às aplicadas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. A comparação apareceu em comentários de internautas que questionaram o tratamento dado a episódios de vandalismo em manifestações políticas.
Enquanto as imagens circulavam, passageiros relatavam dificuldades para voltar para casa. A estação Trianon-Masp precisou ser fechada temporariamente, e outros acessos passaram por restrições.
O Metrô explicou que o fechamento da Trianon-Masp também fez parte de uma operação para evitar aglomerações, diante da grande quantidade de pessoas que deixava a Paulista. Houve reforço de funcionários, mais trens em circulação e direcionamento de passageiros para outras estações.
Fonte: DP – Beatriz Matos – Foto: Reprodução Redes Sociais