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Argentina tem sido beneficiada pela arbitragem? Estatísticas corroboram com impressão geral

Você sabia que a Argentina é a única seleção entre as oito que disputaram as quartas de final da Copa do Mundo em que 100% das decisões do VAR foram a seu favor? E que os hermanos são o país que mais comete faltas para receber um cartão? Pois essas são apenas duas estatísticas que vão de encontro com a impressão mundial de que Messi e companhia têm sido beneficiados pelo apito.

A classificação dos hermanos para a semifinal da Copa, diante da Suíça, neste sábado (11), foi mais uma vez marcada por polêmica. E com decisão a favor deles. Logo após empatar o jogo em 1 a 1, a Suíça teve o atacante Embolo expulso por indicação do VAR. É que o árbitro em campo havia aplicado cartão amarelo em Paredes por uma falta que não existiu. Após revisão, o português João Pinheiro retirou o amarelo de Paredes e aplicou o segundo amarelo em Embolo por simulação, expulsando o suíço.

Com um a mais em campo, a Argentina conseguiu marcar dois gols na prorrogação, venceu por 3 a 1 e se garantiu na semifinal, para enfrentar a Inglaterra.

Se o VAR deste sábado acertou, mas chama atenção o fato de a Argentina não ter tido qualquer decisão do VAR contra si, levando em consideração uma média de 100 faltas cometidas. Já a favor da Argentina, foram 6,7 decisões a cada 100 faltas recebidas.

A Espanha teve 1,7 decisões contra e 4,3 decisões a favor no VAR. Já a França teve 1,5 decisões contra e 3,2 decisões a favor. A outra classificada para a semifinal, a Inglaterra teve 3,5 decisões contra e somente 2 decisões a favor.

Vale lembrar que Messi cometeu falta duríssima em Mandi, da Argélia, na estreia da Copa, e não foi expulso. Já o atacante Balogun, dos Estados Unidos, recebeu um cartão vermelho por atitude semelhante no duelo contra a Bósnia, na segunda fase. “Muitos acharam que o Messi merecia um cartão vermelho, mas a jogada nem foi devidamente revisada, e não houve punição. Agora você olha para a entrada de Balogun, em que o VAR intervém e é um vermelho direto. Essa é a inconsistência que frustra jogadores, treinadores e torcedores”, analisa Rio Ferdinand, ex-zagueiro da seleção inglesa e comentarista da BBC.

Mas não para por aí. A Inglaterra recebe um cartão a cada sete faltas. Marrocos a cada 9,8. A Bélgica a cada 10. A Suíça a cada 11,5. Já a França a cada 12,2 faltas. A Noruega a cada 13,6. A Espanha a cada 17,5 faltas. Por sua vez, a Argentina recebe um cartão a cada incríveis 22 faltas.

Existem diversos vídeos espalhados nas redes sociais e no YouTube com um compilado de lances de entradas fortes de argentinos que não terminaram em cartões para os hermanos.

Gianni Infantino, presidente da Fifa, colaborou para a impressão de favorecimento em relação aos argentinos com uma declaração polêmica após a classificação da atual campeã mundial diante de Cabo Verde por 3 a 2, no 1º mata-mata da atual edição. “Um abraço para toda a Argentina e parabéns, porque o coração, nesta noite…”, disse o dirigente, a uma rádio argentina, para depois tentar consertar: “Também os neutros, que estávamos com os dois lados, bom… espetacular”.

Chegaram a criar fake news de que Infantino comemorou um gol da Argentina contra o Egito e lamentou quando a seleção africana marcou. Isso não é real, já que o presidente da Fifa nem estava no estádio que recebeu Argentina 3 X 2 Egito.

Esse jogo, inclusive, rendeu as acusações mais fortes de favorecimento. O técnico egípcio Hossam Hassan reclamou de um pênalti não marcado antes do terceiro gol argentino e se mostrou perplexo com a anulação de um gol de seu time por revisão do VAR, que anotou falta para os argentinos. “Talvez ele (o árbitro) tivesse um placar em mente. Talvez ele tenha algo a esconder. E quem tem algo a esconder às vezes falha em esconder o que está escondendo. Isso foi exatamente o que eu senti durante aquela conversa”, disse.

Fonte: Blog do Nicola – Foto: Reprodução/@lionelmessi

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