Política

Anastácio minimiza ausência de Cida em evento com Dilma e aposta que país será ‘passado a limpo’

Na avaliação do parlamentar, a decisão da socialista é pessoal e não deve sofrer pré-julgamento uma vez que a legenda tem sido forte apoiadora do mandato da presidente no estado

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O deputado Frei Anastácio (PT) minimizou a ausência da pré-candidata do PSB, Cida Ramos, no evento organizado pela Assembleia Legislativa da Paraíba e que contará com a presença da presidente afastada Dilma Rousseff, no próximo dia 15. Na avaliação do parlamentar, a decisão de Cida é pessoal e não deve sofrer pré-julgamento uma vez que a legenda tem sido forte apoiadora do mandato da petista no estado.

“Isso não me preocupa. Cada pessoa é independente e tem suas posições. Não vou fazer julgamento da pré-candidata do PSB porque não cabe a mim. Se ela fosse do meu partido eu poderia fazer julgamento mas, não sendo, eu não faço, pois entendo que isso é antiético”, afirmou Anastácio que recentemente decidiu apoiar o governo de Ricardo Coutinho (PSB) no legislativo paraibano, após a postura fiel do socialista contra o impeachment. “O PSB na Paraíba demonstrou grandeza na defesa contra o golpe contra a presidente Dilma”, acrescentou.

O deputado avaliou ainda como positiva a atuação da Procuradoria-geral da República que tem solicitado a abertura de investigações contra integrantes de outros partidos dentro da Operação Lava Jato. Para o petista, os recentes pedidos de prisão preventiva do presidente do Senado, Renan Calheiros, do ex-presidente José Sarney, e do senador Romero Jucá, ex-ministro de Planejamento do governo interino do líder Michel Temer, mostram que a corrupção estaria além das gestões do PT.

“Estou muito feliz porque hoje a população está entendendo o que está acontecendo. Nós vamos passar a limpo a corrupção neste país. Que não é uma corrupção dos últimos 12 anos do governo Lula e do governo Dilma, é uma corrupção que estava arraigada na classe política e também nos Poderes”, desabafou.

Anastácio destacou também que o judiciário brasileiro não poderá recuar das ações de investigação sob risco de ficar “em maus lençóis” com a população brasileira e criticou as ações do governo interino de Michel Temer, a quem se referiu como ilegítimo, pelos aumentos salariais concedidos durante o período de crise do país. “Isso é uma vergonha e faz parte do jogo para impedir que a Lava Jato siga em frente”.

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