Gilmar Mendes usou as redes sociais nesta quinta-feira (17) para defender o procurador-Geral da República, Paulo Gonet, em relação aos questionamentos sobre sua ligação com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Na publicação, Mendes também voltou a criticar o ministro André Mendonça, chamando o relator de “boneco de campanha” e “pixuleco eleitoral”.
Segundo Gilmar, Gonet teve “a honra injustamente manchada” devido à divulgação de mensagens encontradas no celular de Vorcaro. Ele questiona, ainda, o fato de Mendonça ter exposto o caso, que também envolve o nome do ministro Alexandre de Moraes.
“Em plenário, o próprio relator reconheceu, em alto e bom som, a lisura da conduta de Gonet e admitiu que nada havia contra ele. Nada. Então, por que expor? Quem atesta a honra de alguém só depois de tê-la arrastado pela praça pública não está corrigindo um erro: está confessando que ele era evitável”, escreveu.
Paulo Gonet, Procurador-Geral da República, tem reputação ilibada e vida pública de lisura insuspeita. Isso nunca foi objeto de disputa: é reconhecido em todos os espectros, por quem concorda e por quem discorda dele. Mesmo assim, teve a honra injustamente manchada pelo…— Gilmar Mendes (@gilmarmendes) September 17, 2026
Apesar da fala, investigações da Polícia Federal apontam uma suposta troca de mensagens entre Vorcaro e Moraes, nas quais Gonet é citado pelo ex-banqueiro sobre uma eventual intercessão no caso, a fim de evitar possíveis desgastes nas investigações do escândalo do Master.
Durante a sessão do Supremo que julgava o suposto envolvimento de Moraes com Vorcaro, Gilmar Mendes e André Mendonça elevaram o tom e protagonizaram um bate-boca no plenário.
Mendes também acusou Mendonça de querer lucrar politicamente com o caso. Ele aponta que essa intenção ficou escancarada quando o relator publicou um vídeo nas redes sociais agradecendo o apoio popular, em uma dinâmica comparada pelo decano ao ocorrido na Lava Jato.
Opinião do ministro – “Já vimos esse filme. Na Lava Jato, Deltan Dallagnol e Sergio Moro transformaram vazamento seletivo em método. A ideia era sempre criar o fato consumado antes da ação penal, colher os dividendos políticos e deixar a defesa correndo atrás de um julgamento que a opinião pública já havia feito. Linchamento coletivo serve para esvaziar o direito de defesa e enterrar a presunção de inocência”, completou.
Fonte: R7 – Foto: Pedro Ladeira/Folhapress