“Nada, no mundo humano, se compara à capacidade comunista de mentir. O próprio diabo, ao vê-la, sente inveja.”
(Olavo de Carvalho)
Desde que nasceu, em 1980, o PT corresponde plenamente à fama de ser “o partido dos trabalhadores que não trabalham, dos estudantes que não estudam e dos intelectuais que não pensam”. À precisa definição de Roberto Campos, eu acrescentaria: e dos cristãos que odeiam a Igreja. Nascido na mentira, o PT agora está morrendo abraçado a ela.
Todo o poder conquistado pelo PT em seus 46 anos de existência tem como fundamento a inversão ontológica da realidade. Se alguém se diz trabalhador e não trabalha; se alguém se diz estudante e não estuda; se alguém se diz intelectual e não pensa; se alguém se diz cristão e não tem Jesus como centro da existência — esse alguém não é um simples mentiroso, ele é um adorador da mentira, um indivíduo cuja existência está inteiramente mergulhada na revolta contra tudo que existe.
O mal, como explica Santo Agostinho, não é o oposto do bem, é a sua ausência. A essência do PT é opor-se ao bem criado por Deus, especialmente ao bem comum, que deveria ser o objetivo central de toda a atividade política.
Diante da humilhante derrota sofrida no último dia 4, e que tende a se repetir daqui a duas semanas, Lula e seus companheiros de lorota decidiram desenterrar as mentiras contadas em 2018 contra Jair Bolsonaro. “Ele” vai acabar com o Bolsa Família. “Ele” vai perseguir os pobres, os negros, os gays e as mulheres. “Ele” vai fechar as universidades. “Ele” vai acabar com a Farmácia Popular. “Ele” vai transformar o Brasil em um cenário de bangue-bangue.
Nada disso aconteceu. O Bolsa Família foi reajustado como nunca. Não houve perseguição a ninguém. As universidades continuaram. Os remédios para o povo (inclusive as vacinas, aos milhões) foram distribuídos para quem quisesse. A violência e os crimes diminuíram. E a economia melhorou, apesar da pandemia!
O psicólogo Juan Alfredo Cesar Müller dizia: “A neurose é a mentira esquecida em que você ainda acredita”. A frase explica perfeitamente o comportamento da manada esquerdista diante da iminência da derrota em 25 de outubro.
As mentiras petistas me fazem lembrar um filme de terror B dos anos 80 em que os cadáveres voltavam à vida mediante a inoculação de uma substância. O problema é que, a partir da segunda aplicação da substância, os cadáveres reagiam com menor intensidade, e por fim morriam definitivamente. A mentira desenterrada não tem apenas pernas curtas, mas vida curta. No caso, algumas horas.
Tentaram agora disfarçar os cadáveres antigos com roupas novas — “Ele” vai acabar com o Pix, “Ele” vai banir o voto feminino, “Ele” vai destruir a Constituição —, quando, na verdade, quem tentou taxar o Pix, criminalizou a participação política de inúmeras mulheres e rasgou a Constituição nós sabemos bem quem foi.
Esse imenso amor à mentira não poderia existir sem um correspondente ódio à verdade: daí a obsessão da esquerda pela censura nas redes sociais
No mundo dos sonhos do PT — em que vigoraria o sistema de controle chinês amado por Flávio Dino e Gilmar Mendes —, jamais saberíamos que a moça agora escolhida como figura central da campanha de Lula afirmou, quatro anos atrás, que igrejas deveriam ser fechadas, que o aborto deveria ser legalizado para evitar o nascimento de conservadores e que o empreendedor brasileiro “tem que se f(…) mesmo”.
A esquerda passou os últimos anos xingando os cristãos, cuspindo na direita, ridicularizando as famílias, aplaudindo a destruição de inocentes, bajulando criminosos, desrespeitando Jesus e Nossa Senhora, zombando de tudo que amamos, e agora quer “diálogo”.
Deixem o poder, anulem todas as farsas, libertem os inocentes, reconheçam seus crimes — aí talvez haja diálogo. No banco de réus.
Fonte: Gazeta do Povo – Paulo Briguet – Foto: