Administradora do hotel descumpriu acordo de R$ 1 milhão e hotel ‘cartão-postal’ de João Pessoa volta a ser passível de leilão, diz TRT.
O Hotel Tambaú, um dos cartões postais de João Pessoa, foi reincluído na lista pública eletrônica de leilão nesta quinta-feira (1º), de acordo com decisão da Justiça do Trabalho da Paraíba (TRT-PB). O imóvel, que tinha sido retirado da lista após um acordo em torno de R$ 1 milhão feito pela administração do hotel, voltou para lista pelo descumprimento do acordo, conforme despacho da juíza Ana Paula Cabral Campos.
O imóvel está avaliado em R$ 104,5 milhões e o valor servirá para quitar dívida trabalhista. O acordo havia sido firmado no dia 30 de março deste ano, de acordo com o processo.
A conciliação, no valor de R$ 1 milhão, foi feita entre a Companhia Tropical de Hotéis e um ex-funcionário da Varig, empresa ligada ao grupo.
Com a homologação do acordo, as partes concordaram em suspender o leilão enquanto o acordo estivesse sendo cumprido, mantendo-se a penhora até o cumprimento integral do acordo.
Ainda de acordo com a juíza, a administradora do hotel foi intimada no dia 23 de maio, mas não havia se pronunciado até o despacho, publicado na quarta-feira (31).
O Tropical Hotel Tambaú, cartão postal de João Pessoa, tem sido colocado em listas de leilões desde julho de 2016. Na época, a Justiça Federal afirmou que o motivo do leilão era uma dívida no valor de R$ 158.462,48, decorrente de honorários advocatícios em ações judiciais, a ser paga à União.
Em novembro do mesmo ano, o hotel foi novamente colocado a leilão, sendo retirado no dia seguinte após pagar uma dívida de R$ 164 mil.
Em 2017, em março, o Hotel Tropical Tambaú foi colocado a leilão por dívidas trabalhistas. O prédio que tem 173 apartamentos é o único hotel construído sobre a areia da praia na capital.
O empreendimento foi inaugurado em 1971, com área de 18.009,05 metros quadrados. De acordo com o TRT, o prédio poderia ser arrematado por até 50% do seu valor, o que dá em torno de R$ 104,5 milhões.
O último leilão seria em 1º de abril. O bem penhorado pela Justiça do Trabalho teria valor revertido para custas com dívidas trabalhistas que o hotel, pertencente à Companhia Tropical de Hotéis, contraiu ao longos dos mais de 40 anos de funcionamento – de acordo com o TRT.
G1