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Franceses voltam às urnas neste domingo

Marine Le Pen e Emmanuel Macron chegaram à etapa decisiva da eleição presidencial francesa dizendo que não representam as forças políticas estabelecidas.

E oferecendo aos eleitores duas visões muito diferentes para a França. De um lado, Le Pen culpa a União Europeia e, principalmente a Alemanha, pela estagnação econômica da  França.

Diz que quer proteger a economia dos efeitos da globalização. Promete fechar as fronteiras do país, limitar a migração e privilegiar os franceses no mercado de trabalho.

Do outro, Macron acredita numa França que só pode avançar dentro de uma União Europeia mais unida e fortalecida.

Defensor do liberalismo econômico, ele quer dar incentivos fiscais para as empresas, além de flexibilizar o mercado de trabalho.

Promete reforçar a segurança das fronteiras externas do bloco europeu, mas mostrou uma visão humanista diante da questão dos refugiados.

Para a parisiense Carole, as pessoas estão numa situação complicada, porque serão governadas ou por uma candidata que chega a assustar, ou por um candidato que parece estar mais ao lado dos banqueiros do que das pessoas comuns.

Na reta final, Macron ampliou a vantagem sobre Le Pen. As pesquisas dão a ele 62%  dos votos.

Mas isso depende de os eleitores de fato irem às urnas. Não só os que realmente o apoiam, mas também os que são contra a Frente Nacional.

Uma campanha chamada “sem mim no sete de maio” incentiva as pessoas a se absterem no segundo turno, caso elas não se sintam representadas por nenhuma das duas opções. Uma França bastante dividida terá uma importante e difícil decisão a tomar neste domingo.

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