Política

Cassação de Cunha: Wilson Filho critica manobra da ausência, ratifica voto sim e desafia Manoel Jr a segui-lo

“Se ausentar de uma votação com esta é o mesmo que beneficiar Eduardo Cunha, por isso irei participar e irei votar sim pela cassação”, arrematou.

WILSOM-FILHO

O deputado federal Wilson Filho, do PTB da Paraíba, ratificou, nesta quinta-feira (08), que votará favorável a cassação do mandato do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e aproveitou para desafiar o colega, o deputado federal Manoel Júnior (PMDB), arrolado como testemunha de defesa de Cunha, a fazer o mesmo.

Segundo Wilson Filho, que assim como Manoel Júnior, disputa a vice nas eleições municipais deste ano em João Pessoa, a ausência, para evitar o voto pela absolvição de Cunha, seria o mesmo que beneficiá-lo, já que existe um quórum necessário para que a votação ocorra.

“Se ausentar de uma votação com esta é o mesmo que beneficiar Eduardo Cunha, por isso irei participar e irei votar sim pela cassação”, arrematou.

Até a última terça-feira (06) o portal Congresso em Foco apontava o paraibano Manoel Júnior em uma lista dos que faltariam à sessão, mas ontem, quarta-feira (07), a assessoria do parlamentar pediu retificação da informação e confirmou a presença do deputado à votação.

A votação que vai definir o futuro do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) promete esquentar os bastidores da política e funcionará como uma espécie de termômetro para as eleições municipais no país.

Para Wilson Filho, o envolvimento de Eduardo Cunha em vários escândalos, aliado ao parecer do Conselho de Ética, da Câmara dos Deputados, que votou pela cassação, são motivos suficientes para que o plenário também siga essa tendência.

“Na verdade eu não sou membro do Conselho de Ética, portanto nunca me posicionei em relação a isso publicamente, porque só quem se posicionaria seria os membros do Conselho de Ética. Lá foi muito debatido esse tema e chegaram a conclusão que existem argumentos para poder pedir a cassação do mandato do deputado suspenso Eduardo Cunha. Eu ainda vou ler os argumentos, mas pelo que a mídia coloca, não tem condições do plenário votar diferente do que o próprio Conselho de Ética votou. Portanto, independentemente, obviamente vou conversar com o PTB, mas minha opinião é que não tem condições de defender alguém que está tão envolvido, claramente, neste processo, por isso, quando chegar o momento voto pela cassação do deputado”, disse.

O mesmo posicionamento, no entanto, não deve ser seguido por três de seus colegas no parlamento, são eles: Hugo Mota (PMDB), Manoel Júnior (PMDB) e Wellington Roberto (PR). Os três foram apontados como “tropa de Cunha”.

Wellington Roberto, inclusive, chegou a bater boca no Conselho de Ética para defender Eduardo Cunha e, votou contra a cassação do parlamentar, também no Conselho de Ética, mas acabou sendo vencido na votação. Com o voto do paraibano, Cunha abarcou nove apoios, mas acabou sendo sucumbido pela maioria, em um placar de 11 x 9 pela cassação.

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