O ex-presidente do Aeroclube, Rogério Iazaby Lubambo, também desconheceu negociações nesse sentido.
O presidente do Aeroclube da Paraíba, Clóvis Gomes, confirmou que as negociações com a construtora Alliance, que envolveria uma permuta de terrenos, ocorreram até o ano passado, mas não prosperaram. O caso veio à tona após o deputado estadual Tião Gomes (PSL) usar a tribuna da Assembleia Legislativa para denunciar um suposto acordo entre os dois empreendimentos numa conversa que teria tido o aval do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), e o presidente estadual do PMDB, senador José Maranhão. O presidente do Aeroclube chegou, inclusive, a chamar o parlamentar de “mentiroso”.
“Esse assunto foi trabalhado o ano passado, mas não houve acordo, inclusive, com a Prefeitura, mas hoje não existe mais nada. Foi uma bateria de negociações que vinha ocorrendo há mais de dois anos, mas encerrou, não houve progresso”, declarou.
Clóvis Gomes informou que o aeroclube aguarda o julgamento de uma ação em Brasília para definir a questão da propriedade do terreno e garantiu desconhecer qualquer conversa com José Maranhão e Luciano Cartaxo para firmar uma permuta com a Alliance.
“Se Tião está sabendo de alguma coisa, eu como presidente , não estou sabendo de nada, muito menos nosso Conselho Consultivo. Com certeza é mentira dele. Todo mundo quer tirar casquinha do aeroclube e não existe nada disso. O que existe é uma ação em Brasília que está lá para ser decidida. Enquanto ela não for decidida, não vamos fazer nada. Vamos ficar onde estamos até que se decida a ação e saber quem é quem. O aeroclube claro que um dia vai sair dali porque nós já não queríamos estar mais ali, mas até que se resolva isso leva tempo”, declarou.
O ex-presidente do Aeroclube, Rogério Iazaby Lubambo, também desconheceu negociações nesse sentido.
“Eu desconheço esse assunto. Lá no aeroclube ninguém sabe disso, não participei de nenhuma conversa. Eu estranho porque eu faço parte de uma Comissão formada por ex-presidentes, mas essa Comissão foi constituída para receber propostas e ouvir pessoas interessadas em resolver esse problema com os sócios e eu não estou sabendo de nada. A questão não é permanecer lá, a questão é que tentaram tomar o Aeroclube de uma maneira brusca e ali tem dono, escritura lavrada em cartório e somos proprietários da terra e entramos na Justiça para que aquilo não aconteça daquela forma, nunca fomos avessos a conversar com ninguém”, acrescentou.
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