Técnico espera maior evolução rumo à Olimpíada. Sheilla vê time ganhando força
O resultado, perfeito. A exibição, perto disso. Mas, se a vitória maiúscula contra a Rússia deu a certeza de um caminho bem feito, José Roberto Guimarães quer mais. Na insatisfação natural de quem busca o tricampeonato olímpico, o treinador enxerga arestas a acertar no tempo até a estreia no Rio. O ímpeto, a vontade e a postura da equipe agradam. Acredita, no entanto, que ainda há muito a se fazer.
Com a vitória diante das russas, o Brasil se classificou para as semifinais do Grand Prix em primeiro lugar no grupo. Espera, agora, seu próximo rival, que deverá ser a Holanda, provável segunda colocada na outra chave. Diante das europeias, uma nova chance de lapidar seu time.
– Devagar, pelo que estamos vendo, o time está melhorando. Eu acho que é isso que a gente quer. O passe deu uma estabilizada, fez com que a gente jogasse mais com as bolas nas mãos. É um caminho. É daí para mais. Mas ainda está faltando (para alcançar o ideal). Precisamos melhorar. Esses parâmetros que estamos tendo aqui são importantes para o futuro. Os times vão melhorar nesse mês que falta para os Jogos Olímpicos. A gente provavelmente vai ter a oportunidade de jogar com a Holanda, que vai exigir do nosso time. Vamos pensar jogo a jogo. Mas temos de enaltecer o jogo de hoje. A postura foi muito positiva.
(Foto: Divulgação/FIVB)
A postura, aliás, é o que mais agrada. Em meio a treinos, jogos e viagens, Zé está feliz com a disposição da equipe em melhorar. O treinador elogiou a dedicação de suas pupilas rumo à Olimpíada.
– Acho que estamos treinando muito forte e com o foco muito grande na melhora dos fundamentos. Eu tenho presenciado nos treinamentos a dedicação das jogadoras, a forma com a qual elas estão treinando, apesar do cansaço, das viagens. Está muito exaustivo. Mas a dedicação está existindo, e a melhora, estamos vendo.
No caminho olímpico, o título do Grand Prix nunca apareceu como prioridade. Aos poucos, porém, a seleção ganha força e vê a possível conquista mais de perto. Um dos destaques da partida desta quinta, Sheilla sabe disso. Até a conquista do terceiro ouro nos Jogos, cada vitória ajuda.
– Fizemos tudo muito bem. Estamos ganhando mais força, a Dani distribuiu o jogo muito bem. Acho que tudo isso fez a diferença. Lógico, sempre queremos o ouro. O nosso objetivo é sempre esse. Se vier o ouro agora e vier também na Olimpíada, melhor ainda.
Nesta sexta, a seleção folga. Em um prédio anexo ao ginásio Huamark, as meninas treinam para a semifinal de sábado. Na quadra principal, os EUA encaram a China, às 5h (horário de Brasília, enquanto a Rússia enfrenta a Tailândia às 08h.
GE

