Embora a política não seja uma ciência exata, certamente não estará errado quem afirmar que o mais provável é que os caciques peemedebistas já perscrutaram e costuraram acordos suficientes para apostar no impeachment
Como previsto, o PMDB está rompendo com o governo da presidente Dilma Rousseff, com o apoio unânime dos setes delegados da Paraíba à Convenção Nacional da sigla.
Uma pergunta se impõe imediatamente: tendo sido sempre governista desde a redemocratização (1984) pra cá, o PMDB está arriscando ir para a oposição ou já tem como absolutamente certo o impeachment de Dilma?
Embora a política não seja uma ciência exata, certamente não estará errado quem afirmar que o mais provável é que os caciques peemedebistas já perscrutaram e costuraram acordos suficientes para apostar no impeachment.
Não se tenha dúvida que a crise de confiança na presidente Dilma Rousseff e no PT atingiu os últimos limites e dificilmente haverá saídas negociadas no campo governista. O mais provável é que os acordos ocorram no campo dos partidos e dos políticos tradicionais, de centro e de direita, se quiserem rótulos.
A postura do vice-presidente Michel Temer nos últimos meses indica que ele se determinou a construir a perspectiva de unidade entre os segmentos tradicionais da política, empresários e segmentos sociais que rejeitam o governo Dilma, criando, assim, a possibilidade de levar ao PMDB ao poder, ainda que por período de transição.
Registre-se ainda, sem medo de errar, que, se o vice-presidente Michel Temer e os principais caciques do PMDB se atirarem de um edifício de 20 andares, pode pular atrás que, lá embaixo, haverá cama elástica suficientemente confortável para amparar a todos. E talvez tenha até plateia para aplaudi-los.
O PMDB não arrisca. Mira sempre o poder.
Portal Tambaú 247
