O deputado conclamou os defensores da democracia a enfrentarem a incitação fascista da mídia e das ilegalidades de Sergio Moro
Em pronunciamento registrado na Câmara dos Deputados, nesta segunda-feira, 28, o deputado federal Luiz Couto (PT-PB) afirmou que a justiça de Sergio Moro retrocede no tempo do século XVIII. “Na época, as condenações se davam nas ruas – a pena incluía o suplício e a execração pública.
O povo precisava ver o condenado sendo punido. Como percebemos, o juiz Sergio Moro, alguns membros da Polícia Federal estão, no mínimo, fazendo uso do procedimento do Século XVIII. Rasgando nossa Constituição e querendo a todo custo punir publicamente nosso ex-presidente Lula e derrubar por meio do golpe nosso governo”, argumentou o parlamentar.
Couto questionou também onde o bloco jurídico-midiático que combate o governo irá avançar na redução de direitos e liberdades, dado que pode ser ainda mais prejudicial a nosso país. “Lula pode ser culpado, segundo a tese do MPF e Sergio Moro, mas enquanto não provam isso, já o condenam ao suplício em praça pública”, acrescentou o deputado.
Ao tratar dos procedimentos que foram tomados para deflagrar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), Luiz Couto afirmou serem inaceitáveis os passos rumo ao golpe de Estado.
“O Juiz Sergio Moro fere a Constituição Federal de 1988, de onde emanam os princípios da presunção de inocência, o devido processo legal e o direito à ampla defesa para todo sistema de justiça. Permitir a divulgação de áudio do diálogo entre autoridades e o ex-presidente Lula é rasgar a Lei 9.296/1996, de interceptação telefônica e sua indisponibilidade para sua divulgação”, declarou Luiz Couto.
O deputado conclamou os defensores da democracia a enfrentarem a incitação fascista da mídia e das ilegalidades de Sergio Moro. Para ele, setores da imprensa “passam a ser considerados como um partido de oposição golpista e tratados como tal. Não é mais possível conviver com uma mídia golpista, manipuladora e antidemocrática.
Deve-se cortar de imediato toda publicidade nos órgãos que incitam o golpe, para que a democracia não siga financiando os que a sabotam”, e, concluindo Couto afirmou que o momento é de contraofensiva. “A contraofensiva de massas, começando hoje, desembocando amanhã e continuando com a marcha de 31 para Brasília. Pipocar por todo o Brasil cartazes dos mais diferentes tipos de apoio ao Lula que, hoje, mais do que nunca, representa os anseios democráticos do povo brasileiro”.
Ato de João Pessoa – O deputado ainda lembrou, em seu pronunciamento, o ato público promovido no dia 18 de março e do qual tomou parte na capital da Paraíba. “Os trabalhadores e as trabalhadores saíram às ruas para declarar sua crença e sua defesa intransigente da democracia. Tive oportunidade de estar com a multidão no Centro de João Pessoa, capital da Paraíba e posso registrar que foi uma festa democrática, um show de cidadania o que se viu por lá”.
A Polícia Militar estimou que cerca de 30 mil pessoas promoveram o ato de solidariedade à presidente Dilma Rousseff, ao ex-presidente Lula e à manutenção do Estado democrático de direito.
“Esses manifestantes foram dizer que querem o combate à corrupção e lutam por um país mais honesto. Mas, também se posicionaram com firmeza contra um tipo de investigação seletiva e repleta de abusos que tem por objetivo criminalizar o PT, a Presidente Dilma, o ex-presidente Lula que garantiram importantes avanços sociais neste país”, lembrou Couto.
O deputado petista registrou o repúdio da população à abordagem tendenciosa que parte da mídia tem feito no noticiário de fatos relacionados ao impeachment. Um dos manifestantes se vestiu com o símbolo da Rede Globo e foi ao ato simulando a manipulação de uma moça, que representava o público.
Os telespectadores têm massa crítica, não são bobos, e já perceberam que as organizações Globo estão a serviço do golpe e de maneira desesperada querem derrubar a presidente Dilma Rousseff e manchar a imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Finalmente, Luiz Couto convidou a população para voltar às ruas no dia 31 para se manifestar contra o golpe: “Não vai ter golpe. Vai ter luta!”.
PB Agora
