Ele negou ter procurado o PSB para discutir uma política de alianças, já que a legenda tem pré-candidato a prefeito
O deputado federal e pré-candidato a prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (PMDB), admitiu nesta segunda-feira (28) procurar o governador Ricardo Coutinho (PSB) para discutir questões referentes ao programa de governo que o PMDB pretende apresentar à população da Capital nas eleições deste ano. Ele também defendeu o rompimento da legenda com o governo da presidente Dilma Rousseff (PT).
Manoel Júnior explicou que pretende ouvir ex-prefeitos de João Pessoa para elaborar seu programa de governo e mostrou disponibilidade para conversar com o chefe do executivo estadual.
“Eu tenho procurado os ex-prefeitos da cidade de João Pessoa e dentre esses ex-prefeitos está o governador. Depois de escutar todos os que queiram colaborar com nosso programa de governo, eu irei procurar o governador se ele tiver alguma sugestão que possa aditar ao nosso programa”, disse.
Ele negou ter procurado o PSB para discutir uma política de alianças, já que a legenda tem o secretário João Azevedo como pré-candidato a prefeito.
“O PSB tem candidato. Eu não posso sentar com um partido que já tem um candidato postulando a mesma vaga do PMDB. Nós temos conversado com todos os partidos que estão no campo das oposições, com aqueles que têm nos procurado e aqueles que têm sido procurados por nós também, como o PSC, o PSDB, o PP, o PR”, falou.
Suplente na Comissão do Impeachment, o parlamentar defendeu o afastamento do PMDB do governo da presidente Dilma e a entrega de cargos que a sigla ocupa no governo federal. Hoje, integrantes do partido na Paraíba se reúnem no gabinete do senador José Maranhão, em Brasília, para discutir o posicionamento que o diretório estadual irá defender no encontro com a direção nacional nesta terça-feira (29).
“Eu acho que o PMDB já fez muito por essa aliança, em todos os momentos que fomos procurados, servimos ao país e ao governo. O partido deve tomar uma decisão, e minha posição inicial seria de deixar a base do governo, mas acompanharei o meu partido. O PMDB estará entregando ao governo ou não os cargos que ocupa, aí englobam os Ministérios e outros cargos”, finalizou.
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