Com a nota divulgada tão logo desembarcou para seu exílio nos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro se declarou presidente eleito, denunciando perseguição e fraude eleitoral, e revelou sua tentativa de preservar o patrimônio eleitoral do bolsonarismo, materializado nos quase 60 milhões de votos de domingo (25), mas não será fácil ser líder da oposição, à distância, até porque a primazia será de quem, no Brasil, exercerá a atividade insalubre de enfrentar um regime de crescente viés autoritário.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freiras (Rep), candidatíssimo ao Planalto, já adota discurso de quem reivindica a liderança da direita.
Após o 2º turno, Tarcísio agradeceu o empenho de Flávio etc., como se a candidatura de 2026 fosse apenas o começo do projeto de 2030.
Há outros que certamente exercerão papel relevante na direita, nos próximos 4 anos, como o campeão de votos Nikolas Ferreira (PL-MG).
Além do ex-presidente, que, calado, à exceção de Flávio, elegeu quem quis este ano, a senadora eleita Michelle é opção clara do bolsonarismo.
Michelle é opção do PL para manter direita unida – Com o relógio correndo contra o tempo, lideranças do PL pretendem aglutinar o bolsonarismo em torno da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Eleita senadora, Michelle foi a política mais bem votada do Distrito Federal, superando candidatos ao governo local, deputados e até Lula (PT) e o enteado Flávio Bolsonaro (PL). No partido, a ideia é, no geral, bem recebida. A esposa de Jair Bolsonaro é vista com personalidade forte, mas menos impetuosa e até mais flexível.
Fonte: DP – Claudio Humberto – Foto: Montagem Internet