O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) buscou esclarecer, nesta quarta-feira (7/10), o que seriam as mudanças na Constituição defendidas por ele para “redemocratizar o Brasil”. O senador afirmou que, entre as alterações que irá propor se for eleito presidente do país, estão a reforma do Judiciário, a redução da maioridade penal e o fim do instituto da reeleição.
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Flávio concedeu coletiva à imprensa em frente ao QG de campanha, localizado no Lago Sul, em Brasília. Ele se reuniu com integrantes da Federação União-Progressista, que oficializou apoio ao senador no segundo turno das eleições contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na ocasião, o parlamentar se referiu a uma declaração de terça-feira (6/10), durante evento em Goiânia para receber o apoio do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD). “Já temos maioria no Senado e na Câmara para a gente mudar a Constituição para redemocratizar o país”, disse.
“A gente tem várias PECs que são possíveis. Tem que haver uma reforma do Judiciário. Eu sou a favor da redução da maioridade penal há bastante tempo. Isso tem que ser feito por PEC. Tem pontos aqui da reforma tributária que têm que ser alterados por PEC”, explicou.
O senador também se manifestou sobre o fim da reeleição e afirmou que fica nas mãos do Congresso a definição sobre a duração do mandato de presidente da República.
“Eu fiz o compromisso de não concorrer à reeleição, e é o Congresso que vai definir os critérios: se vai ser mandato de quatro, de cinco anos, se vai valer só para presidente, se vai valer para governador. Aí é o processo legislativo que vai ser respeitado, e a maioria vai decidir qual é o caminho que tem de ser feito e a reforma política que tem de ser feita”, destacou.
Ataques a Lula – Flávio aproveitou a oportunidade e direcionou críticas a Lula, acusando o petista de atuar por mero cálculo político e busca pelo poder em detrimento das necessidades da população.
O filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) defendeu que a verdadeira prioridade deveria ser o alívio financeiro do trabalhador, por meio da redução da carga tributária sobre a folha de pagamento e do combate ao endividamento, contrapondo a sua proposta com o que classificou de “falsas promessas” do atual Executivo.
“O meu projeto é deixar o pobre rico. O projeto dele [Lula] é tirar o pobre da pobreza e jogar na miséria, na dependência do governo. Eu não estou disputando poder, estou disputando o futuro do meu país”, destacou.
Fonte: Metropoles – Giovana Alves, Samuel Pancher – Foto: @BrenoEsaki