Política Partidária

PL tenta atrair Republicanos enquanto prepara plano B para chapa de Flávio

A decisão da federação União Progressista (PP-União Brasil) de permanecer neutra na disputa presidencial reduziu as opções do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para ampliar sua coligação até o prazo final das convenções partidárias, em 5 de agosto. Diante desse cenário, a campanha do PL intensificou as negociações com o Republicanos e, ao mesmo tempo, passou a preparar um plano alternativo para a formação da chapa.

A possibilidade é lançar uma chapa pura, com a escolha de uma filiada ao próprio PL para a vaga de candidata a vice-presidente. Integrantes da campanha de Flávio avaliam que o Republicanos é, neste momento, o principal aliado capaz de reforçar a chapa presidencial.

As conversas com a legenda serão retomadas nos próximos dias e contam com o apoio do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). As tratativas haviam perdido força após a divulgação de informações de que o Republicanos condicionaria o apoio à candidatura de Flávio à indicação do presidente nacional da sigla, Marcos Pereira, para uma futura vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na ocasião, tanto o partido quanto o coordenador da pré-campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), negaram a existência de qualquer acordo nesses termos. Agora, sem conseguir o apoio de PP e União Brasil, Flávio pretende fazer uma nova rodada de conversas com integrantes da cúpula do Republicanos.

Nesse caso, Daniella Marques (Republicanos), ex-presidente da Caixa Econômica Federal e responsável pela elaboração de propostas econômicas e de políticas voltadas ao eleitorado feminino de Flávio, poderia ocupar o posto de vice na chapa. As conversas, no entanto, ainda esbarram em divergências sobre os palanques estaduais.

Nas negociações, o Republicanos condiciona um eventual apoio à candidatura presidencial a acordos regionais. Um dos principais entraves está em Mato Grosso, onde o PL insiste na candidatura do senador Wellington Fagundes ao governo estadual, enquanto o partido do governador Tarcísio de Freitas tenta reeleger Otaviano Pivetta.

“Estamos conversando com os estados e com os partidos, fazendo um trabalho que antecede a convenção do dia 25 de julho. Buscamos ampliar o leque de apoio e resolver os palanques regionais que ainda remanescem”, defendeu Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha do PL, após encontro com Marcos Pereira, em Brasília.

As duas legendas também negociam entendimentos no Acre, em Minas Gerais e no Espírito Santo, considerados estratégicos para viabilizar um acordo nacional. “A legislação permite que, mesmo que as coligações nacionais sejam diferentes, os partidos façam composições distintas nos estados”, explicou Marinho.

Fonte: Gazeta do Povo – Wesley Oliveira – Foto: Beto Barata/PL Nacional)

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