Dois homens tentaram aplicar um golpe em um açougue de Goiânia (GO), na última segunda-feira (30), mas acabaram surpreendidos pela reação do estabelecimento e pela Polícia Militar. A dupla fez pedidos de carnes nobres usando comprovantes falsos de Pix e terminou recebendo ossos, pelancas e até pedras no lugar da mercadoria.
Segundo a empresária Flávia Teles, responsável pela rede, os suspeitos já eram conhecidos por tentativas anteriores. “Foram seis vezes. Chegou a um valor total de R$ 3,5 mil”, afirmou, ao relatar que o mesmo número havia feito compras anteriores que nunca foram pagas.
No dia da ação, eles solicitaram uma compra de R$ 913, com cortes como picanha e filé mignon, para a unidade de Trindade. As carnes foram enviadas após o envio de um comprovante falso, mas o pagamento não caiu na conta. Uma funcionária chegou a insistir várias vezes por confirmação. “Ela ficou pedindo o comprovante, por mensagem e ligação, e ele não respondia”, contou Flávia.
No dia seguinte, o mesmo contato voltou a fazer novo pedido, desta vez de R$ 902, para outra unidade da rede, no Conjunto Vera Cruz. Foi nesse momento que a empresária decidiu desconfiar do padrão das compras. “Flávia orientou as funcionárias a continuarem conversando com ele, para ver até onde ele iria”, relata o caso.
Ao confirmar que nenhuma das transações anteriores havia sido efetivada, ela decidiu mudar a estratégia. “Falei: ‘vamos ver quem vai ser mais malandro, se é ele ou se é eu“, disse. Em seguida, determinou que fossem colocados ossos, pelancas e até pedras nas sacolas.
Os golpistas então enviaram um motorista de aplicativo para retirar o pedido. Quando ele chegou ao local, foi abordado por policiais militares que já acompanhavam a situação. “O rapaz do aplicativo desceu. Parece que ele não sabia de nada até o momento”, relatou a empresária.
Flávia afirmou ainda que acionou policiais militares conhecidos da família, que participaram da ação à paisana. Após a abordagem, os agentes seguiram até o endereço ligado aos suspeitos. Um dos homens foi preso no bairro Estrela D’Alva, enquanto o outro conseguiu fugir.
De acordo com a Polícia Militar de Goiás, o detido foi autuado por fraude eletrônica. Com ele, foram apreendidos celular, notebook e outros materiais ligados ao esquema.
Para a empresária, o caso expõe um problema recorrente em vendas por delivery. “Era cliente só de entrega. Como que você libera uma carne para alguém que você nunca viu na vida? É muita inocência”, disse. Ela também reforçou que clientes locais costumam comprar presencialmente, o que ajudava na confiança da operação.
A Polícia Civil deve seguir com as investigações para identificar o segundo envolvido e aprofundar a apuração sobre o esquema.
Fonte: DOnline – Foto: Divulgação