O governo dos Estados Unidos comentou pela primeira vez a decisão de incluir o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho na lista de organizações terroristas estrangeiras. Segundo autoridades militares americanas, a medida amplia os mecanismos disponíveis para enfrentar o narcotráfico e o crime organizado na região.
Em declaração ao portal Metrópoles, o Comando Sul dos Estados Unidos afirmou que a nova classificação fortalece a capacidade de atuação do Departamento de Guerra norte-americano contra grupos criminosos que atuam no Hemisfério Ocidental.
De acordo com o órgão militar, a designação permite ampliar instrumentos de combate às organizações envolvidas com o tráfico internacional de drogas e outras atividades ilícitas.
“Concede mais ferramentas ao Departamento de Guerra para garantir que o Hemisfério Ocidental não seja controlado por narcoterroristas”, afirmou o comando em nota.
O comunicado também destaca que a segurança regional é considerada prioridade estratégica para Washington. “O Hemisfério Ocidental é nossa vizinhança, e os narcoterroristas que buscam exportar drogas e morte para nossas fronteiras serão desmantelados”, acrescenta o texto.
Segundo o Southcom, suas operações seguem as diretrizes estabelecidas pela Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos, com foco na proteção do território americano, no apoio a países parceiros e no enfrentamento de organizações ligadas ao narcotráfico.
O comando militar afirmou ainda que trabalha para restringir a atuação de grupos criminosos e de outros agentes considerados ameaças à estabilidade da região.
Na avaliação das autoridades americanas, a inclusão do PCC e do Comando Vermelho na lista de organizações terroristas representa um reforço importante na capacidade de resposta do governo dos Estados Unidos contra redes criminosas que atuam em diversos países do continente.
A classificação abre caminho para a adoção de medidas mais amplas por parte das autoridades americanas, incluindo sanções e instrumentos de cooperação internacional voltados ao combate dessas organizações.
Paralelamente, o Departamento de Estado incluiu no seu pedido de orçamento para 2027 um aumento nos recursos destinados ao combate ao narcotráfico no Hemisfério Ocidental, incluindo o Brasil.
O documento diz: “No Hemisfério Ocidental o Bureau de Narcóticos e Aplicação da Lei financiará programas, muitos implementados por agências de segurança dos EUA, para fornecer a parceiros estrangeiros expertise técnica, treinamento e equipamentos para detectar e desmantelar o tráfico ilícito de drogas, contrabando de imigrantes para os Estados Unidos e interferência maligna em territórios de parceiros estrangeiros.
Na Colômbia, o INL se concentrará nas prioridades centrais de contranarcóticos, crime organizado transnacional e dissuasão criminal, incluindo apoio a plataformas de aviação associadas. Outra assistência poderá ser fornecida para: Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai.”.
Fonte: DO – Metropoles – Foto: PixaBay