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Casos de hantavírus em cruzeiro são a nova Covid-19?

O surto de hantavírus no cruzeiro de luxo MV Hondius deixou autoridades em alerta, que temem uma nova pandemia após a Covid-19. No entanto, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o comportamento do vírus é diferente de outros ligados a doenças respiratórias e, por isso, não tem potencial pandêmico.

A agência especializada em saúde confirmou seis casos de hantavírus, incluindo três mortes. Outros três pacientes ainda são considerados suspeitos. Entre os óbitos estão um cidadão alemão e um casal holandês.

Apesar da preocupação global, a OMS afirmou que está trabalhando com urgência para evitar a propagação da doença, reforçando que o risco para a população é baixo e os países não precisam entrar em pânico e restringir viagens.

Um dos motivos pelos quais a autoridade descarta uma pandemia é que a transmissão de hantavírus entre humanos é considerada extremamente rara. Além disso, especialistas destacam que a doença não é novidade e há muitos estudos sobre ela, diferente de quando surgiram os primeiros casos de Covid-19.

“As infecções por hantavírus são incomuns e estão geralmente ligadas à exposição a roedores infectados. Embora graves em alguns casos, não são facilmente transmitidas entre pessoas”, disse Hans Kluge, diretor regional da OMS para a Europa.

Hantavírus – A OMS descreve o hantavírus como um vírus zoonótico que infecta roedores e é ocasionalmente transmitido a humanos, podendo causar doenças graves que afetam os pulmões e os rins.

A transmissão acontece por meio de mordidas de roedores ou pelo contato com urina, fezes ou saliva infectadas, principalmente em ambientes que envolvem contato com ratos ou camundongos. Dessa forma, o grupo de risco são pessoas que convivem em espaços fechados ou mal ventilados, áreas de agricultura, florestas ou residências infestadas por roedores.

Os sintomas podem demorar entre uma e oito semanas para aparecerem. Os sinais mais comuns são febre, dor de cabeça, dores musculares, dor abdominal, náuseas e vômitos.

Em casos ligados à síndrome cardiopulmonar por heparina, a doença pode causar tosse, falta de ar, acúmulo de líquido nos pulmões e choque. Na síndrome hemorrágica, os pacientes em condições mais avançadas apresentam pressão arterial baixa, distúrbios hemorrágicos e insuficiência renal.

Fonte: R7 – Foto: Reprodução/who.int

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