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A marca de relógio que superou a Rolex em valorização

Durante anos, investir em relógios da Rolex foi visto como uma escolha quase óbvia para quem buscava valorização no mercado de luxo.

Um novo levantamento, no entanto, mostra que esse cenário começa a mudar — e aponta uma nova protagonista nesse segmento.

Dados recentes da Chrono24 revelam que a Cartier foi a marca com melhor desempenho em valorização nos últimos anos. Entre os 20 relógios que mais subiram de preço desde 2018, metade pertence à fabricante francesa.

Modelos como o Tank Vermeil e o Panthère registraram altas expressivas, chegando a 299% e 218%, respectivamente.

O que isso significa, na prática? Que alguns relógios da Cartier praticamente triplicaram de valor em menos de uma década — superando com folga outras marcas tradicionais.

Enquanto isso, a Rolex, embora continue sendo a mais conhecida e negociada no mundo, teve um desempenho mais modesto em termos de valorização. Um dos seus modelos mais populares, o Datejust, subiu cerca de 59% no mesmo período.

Por que a Rolex ficou para trás? Segundo o estudo, há dois motivos principais:

Os relógios da marca suíça já eram muito valorizados antes de 2018
Em 2020, houve uma alta impulsionada por especulação, o que limitou novos ganhos depois

Com isso, os preços se estabilizaram em níveis altos, mas com menos espaço para grandes saltos.

E por que a Cartier disparou? A explicação passa por uma mudança de comportamento do público:

A marca aposta em design clássico e reconhecível, em vez de focar apenas em tecnologia
Seus modelos têm estética que funciona bem nas redes sociais
Ganhou força entre consumidores mais jovens, especialmente a Geração Z

Esse movimento foi reforçado pela presença frequente da marca em conteúdos digitais e entre celebridades. Um exemplo foi quando a cantora Taylor Swift apareceu usando um modelo da Cartier, o que impulsionou buscas e interesse pelo produto.

Outro dado relevante do relatório mostra o crescimento da participação da Cartier no mercado de revenda: em poucos anos, a marca saiu de uma fatia pequena para uma presença muito mais relevante, impulsionada por modelos icônicos como Tank e Santos-Dumont.

O que esperar daqui pra frente? Especialistas apontam que a tendência é de continuidade, mas com diferenças:

Modelos clássicos e mais conhecidos devem continuar valorizando
Peças menos populares tendem a ficar estáveis

Resumo final: A Rolex continua sendo gigante e dominante em vendas, mas, quando o assunto é valorização recente, a Cartier assumiu a liderança — impulsionada por design, tendência e um novo perfil de consumidor.

Fonte: NeoFeed – Foto: divulgação

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