Pesquisa do instituto Meio Ideia, divulgada nesta quarta-feira (8), aponta um cenário de forte equilíbrio em um eventual segundo turno da eleição presidencial.
O levantamento, realizado após o período de desincompatibilização, indica empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
De acordo com os dados, o parlamentar aparece com 45,8% das intenções de voto, enquanto o petista soma 45,5%, diferença dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais. Brancos, nulos e indecisos representam 8,7%.
Em outros cenários simulados de segundo turno, Lula mantém vantagem sobre possíveis adversários. Contra Ronaldo Caiado (PSD), o petista registra 45% contra 39%.
Já diante de Romeu Zema (Novo), o placar é de 44,7% a 38,7%. Em confrontos com Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC), a vantagem é mais ampla, com 45% a 26,4% e 46% a 22,6%, respectivamente.
No primeiro turno estimulado — quando os nomes são apresentados aos entrevistados — Lula lidera com 40,4%, seguido por Flávio Bolsonaro, que aparece com 37%; novamente dentro da margem de erro.
Na sequência vêm Caiado, com 6,5%, enquanto Zema e Renan Santos têm 3% cada. Aldo Rebelo soma 0,6%. Brancos e nulos representam 1%, e os indecisos, 8,5%.
Já na pesquisa espontânea, em que o eleitor responde sem lista prévia de candidatos, Lula tem 32,6%, enquanto Flávio registra 19,4%. O ex-presidente Jair Bolsonaro, mesmo inelegível, é citado por 6% dos entrevistados.
O estudo também revela aumento da volatilidade do eleitorado. Atualmente, 51,4% afirmam que ainda podem mudar de voto até outubro, percentual superior ao registrado em janeiro.
Entre os eleitores de Lula, 26,6% admitem possibilidade de troca, enquanto entre os apoiadores de Flávio esse índice chega a 60,4%. No caso de Caiado, 69,4% dizem que ainda podem rever a escolha.
A avaliação do governo federal também foi medida. Para 46,4% dos entrevistados, a gestão de Lula é considerada ruim ou péssima, enquanto 32,2% a classificam como boa ou ótima, e 19% como regular.
Na área de segurança pública, a percepção negativa é ainda maior, com 53,9% de avaliações desfavoráveis. O levantamento aponta ainda que 74,7% consideram custo de vida e endividamento fatores decisivos na escolha do voto, sendo que 70,4% afirmam que o custo de vida aumentou no último ano.
Outro dado relevante mostra que 51,5% dos entrevistados avaliam que Lula não merece continuar no cargo, enquanto 45% defendem sua permanência.
O levantamento ouviu 1.500 pessoas entre os dias 3 e 7 de abril, por meio de entrevistas telefônicas, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,5 pontos percentuais. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00605/2026.
Fonte: DO – Foto: reprodução