A Polícia Federal (PF) utilizou a participação do ministro Dias Toffoli no “10º Fórum Jurídico – Brasil de Ideias”, ocorrido em Londres em abril de 2024, como um dos pilares para sustentar o pedido de sua suspeição no Supremo Tribunal Federal (STF).
O evento foi custeado pelo Banco Master, de Daniel Vorcaro — apontado pelos investigadores como peça central em fraudes no sistema financeiro.
A tese da PF sugere uma relação de proximidade indevida entre o magistrado e o banqueiro. No entanto, o documento não ressalta que o próprio diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e o ministro Alexandre de Moraes também estiveram no encontro.
Durante a viagem à capital inglesa, Rodrigues utilizou as instalações do luxuoso The Peninsula London Hotel, onde as diárias atuais superam o valor de R$ 6.800.
Mudança na relatoria e sigilo – O pedido de afastamento de Toffoli faz parte de um dossiê de 200 páginas levado pessoalmente por Andrei Rodrigues ao presidente do Supremo, Luiz Edson Fachin, no último dia 10 de fevereiro. O conteúdo, dividido em quatro capítulos, permanece sob sigilo.
A crise gerou uma reunião reservada entre dez ministros da Corte na quinta-feira (12), resultando em duas consequências imediatas:
O STF emitiu nota pública negando a suspeição do ministro.
Dias Toffoli deixou voluntariamente a relatoria do inquérito, que foi repassado ao ministro André Mendonça.
O foco da investigação – Até então, Toffoli era o responsável por analisar as suspeitas envolvendo a tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília).
O caso subiu ao STF devido ao foro privilegiado, após a Operação “Compliance Zero” descobrir evidências ligando o deputado João Carlos Bacelar (PL-BA) a endereços de Vorcaro. E mais: Morre José Álvaro Moisés, fundador do PT. Clique AQUI para ver.
Foto: EBC; Fonte: Poder360