O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), reagiu com indignação à revelação de que a Polícia Federal encontrou mensagens no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, indicando pagamentos para empresa do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os dados que motivaram pedido da Polícia Federal pela suspeição de Toffoli no caso do escândalo bilionário do Master expõem “podridão” dos poderes da República, na opinião do parlamentar alagoano que exige o impeachment do ministro.
“O Brasil não aguenta mais esse tráfico de influência. E tem mais ministro envolvido. Nós precisamos esclarecer os fatos e passar os poderes constituídos a limpo. O Brasil está uma podridão. E em Alagoas também não é diferente, infelizmente”, concluiu Alfredo Gaspar, na noite dessa quarta-feira (11), ao tratar o caso como um “terremoto” no Supremo Tribunal Federal.
O deputado que investiga o Banco Master e descontos bilionários em aposentadorias e pensões de brasileiros lembrou já ter denunciado como absurda a decisão do ministro Dias Toffoli de não permitir que a CPMI do INSS tivesse acesso aos dados telemáticos do banqueiro Vorcaro. E reforçou que a relação não institucional entre Toffoli e o dono do Master está explicitada pela PF no pedido de suspeição.
“Falta coragem cívica e independência para o combate à corrupção. Impeachment já!”, protestou o parlamentar.
O deputado Alfredo Gaspar reforçou seus argumentos para impor a necessidade de um afastamento definitivo de Toffoli da relatoria do escândalo do Master e do próprio cargo vitalício de ministro do Supremo.
“O Ministro Toffoli tem praticado atos decisórios no Caso Master mesmo tendo plena ciência da sua suspeição/impedimento. O documento enviado pela Policia Federal ao STF é mais uma prova de incompatibilidade do ministro permanecer na Corte Suprema”, defendeu Alfredo Gaspar.
O Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025. E o ministro Dias Toffoli atuou no STF para promover uma acareação e questionar o processo de liquidação que resultou na decisão técnica do BC, que é o órgão independente instituído para o controle e proteção do sistema financeiro nacional.
Nesta quinta (12), Toffoli admitiu ser sócio da empresa Maridt Participações, e ter recebido pagamentos da venda de suas cotas no resort Tayayá para um fundo ligado a Vorcaro. Segundo o ministro, o pedido da PF por suspeição tem como base “ilações”, porque considera a transação legal, anterior à atuação nos processos do Master no STF, e declarada à Receita Federal.
Assista ao vídeo do deputado relator da CPMI do INSS sobre Toffoli e Vorcaro:
DP – Davi Soares