Brasil

Presidente diz que, se economia for mal, não haverá governo bom

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira que nem mesmo um santo vai conseguir ser um bom governante se a economia for mal. Ele também reclamou de ameaças, das pressões e problemas a que está submetido no cargo e deu um recado: “não queiram a minha cadeira”. Para melhorar a economia, voltou a defender algumas medidas, como a reforma da Previdência e a revogação do decreto que criou a estação ecológica de Tamoios, transformando a região de Angra dos Reis (RJ) em uma “nova Cancún”, numa referência ao balneário mexicano.

“Não existe governo bom com economia ruim. Pode botar um santo como presidente, governador ou prefeito. Se a economia for mal, ele vai ser defenestrado de lá. Agora, o grande problema que nós temos, sem querer entrar na questão político partidária é o seguinte. Quem poderá vir depois de nós? Quantos aqui votaram em mim, até eu sendo o mais ruim? O menos ruim, melhor dizendo. Mas tinha uma questão ideológica que é  grave e paira sobre nós esse fantasma. Não queremos partir para uma situação como temos aí em alguns países, riquíssimos, como a nossa querida Venezuela, que descambou”, disse Bolsonaro durante a posse simbólica de Gilson Machado Neto como presidente da Embratur.

Em seguida, Bolsonaro voltou a criticar a possibilidade de a ex-presidente argentina Cristina Kirchner retornar ao poder como vice-presidente e emendou reclamando da pressão do cargo que ocupa.

“Por uma situação bastante complicada, como estamos acompanhando na Argentina também: a volta de uma ex-presidente, na condição de vice, que pode levar aquele país maravilhoso que é a Argentina a uma situação semelhante à Venezuela. E esse mal, não estamos livres de uma país, um dia, dar uma marcha a ré. Devemos lutar por isso também, não por mim. Até porque não queiram a minha cadeira. Ocupar aquela cadeira é muito difícil. Não é fácil enfrentar tantos problemas e pressões de tantos setores da sociedade. Devemos sim buscar fazer o melhor pelo país”, disse o presidente.

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