O advogado Thales Jayme, que atua na defesa do médium João Teixeira de Faria, disse ao Broadcast Político que o habeas corpus impetrado para revogar a prisão preventiva do líder religioso foi negado liminarmente pela Justiça de Goiás. Agora, os defensores querem que o tribunal analise o mérito da questão.
Caso a decisão seja mantida também no mérito, a estratégia será entrar com um novo pedido para trocar a prisão preventiva por outra medida cautelar, como a prisão domiciliar.
João Teixeira de Faria está preso no Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia desde o último domingo (16). Ele é acusado de crimes de abuso sexual e, nesse primeiro momento, a investigação se concentra em 15 casos.
O advogado criminalista Alberto Toron, que representa João Teixeira de Faria, “nega e recebe com indignação a existência dessas declarações” e acusações de abuso sexual contra o médium.
João de Deus também foi acusado pelo Ministério Público de sacar R$ 35 milhões após as denúnicas e a defesa também nega tal acusação. “O Ministerio Público vem falando em ocultação de valores e lavagem de dinheiro em razão do suposto ‘saque’ de RS 35 milhões do Banco por João de Deus. Em primeiro lugar, o relatório do COAF descreve o resgate de aplicações financeiras, não saque. Como sabem os promotores de justiça, não se lava dinheiro limpo, não se lava dinheiro que é seu e estava no banco. Sequer está claro se houve realmente movimentação nesse valor”.
Ainda segundo o advogado criminalista, “a complexidade das suspeitas exige serenidade e tempo para que seja realizado um julgamento justo, imparcial e válido.”
João Teixeira de Faria se entregou às autoridades na tarde de domingo (16) em uma estrada vicinal, na BR-060, localizada no município de Abadiânia, após uma negociação entre o advogado criminalista Toron e o delegado-geral da Polícia Civil, André Fernandes.