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William Simões aprova adiamento do Estadual, mas teme prejuízo financeiro

Presidente do Campinense diz que retardo no início da competição pode ser bom para os clubess, mas está preocupado com possibilidade de jogos acontecerem sem torcida

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O presidente do Campinense, William Simões, esteve presente à reunião no Ministério Público, que acabou resultando no adiamento do Campeonato Paraibano e se mostrou favorável à decisão. No entanto, o mandatário da Raposa está preocupado com a possibilidade de algumas partidas da competição acontecerem sem a presença de torcedores em estádios que não ofereçam segurança ao público. A nova data para a abertura do Estadual é 12 de janeiro.

William Simões revelou que a diretoria do Campinense foi uma das que sugeriu o adiamento da competição. Esse atraso em uma semana, a propósito, deve ser benéfico para a Raposa, pois o clube pretende mandar seus jogos no Amigão, que é um dos estádios ainda em reforma. Mas o dirigente se vê no impasse de ter que lidar com um possível problema financeiro, acarretado pela ausência de renda nas partidas.

– O Campinense apresentou também essa proposta de adiamento. É uma proposta que pode resolver o problema sem dar tanto prejuízo aos clubes, já que temos compromissos com folhas de pagamento. Mas não receber a torcida nos estádios pode trazer um prejuízo muito grande, já que é a renda dos jogos que capacita um time a formar seu elenco e se fortalecer para as competições – opinou o presidente rubro-negro.

Entenda o caso

O Campeonato Paraibano foi adiado após a Comissão Estadual Permanente de Prevenção e Combate à Violência nos Estádios vetar três estádios que receberiam jogos da competição. Na semana passada, o Perpetão, em Cajazeiras, e o Marizão, em Sousa, foram reprovados. Antes, o Teixeirão, em Santa Rita, já estava descartado. Apenas o José Cavalcanti, em Patos, e o Presidente Vargas, em Campina Grande, foram liberados. Almeidão e Graça, em João Pessoa, e Amigão, em Campina Grande, ainda serão avaliados.

A constatação foi de que o Perpetão, que passa por reformas, não tem qualquer condição de receber partidas oficiais. O caso do Marizão é mais tranquilo. Também em reforma, o estádio de Sousa precisa apenas do alargamento das saídas de emergência.

O José Cavalcanti foi vistoriado apenas por precaução. Sem clubes de Patos na competição, o JC foi avaliado para receber jogos de Atlético e Sousa, caso Perpetão e Marizão fossem vetados. O estádio foi liberado com ressalvas.

Apenas o PV, de propriedade do Treze, foi aprovado completamente. Mas isso em nada alivia o problema para o Estadual, já que o Galo só entra na competição a partir da segunda fase e já adiantou que não vai liberar o local para que Campinense, Queimadense e Sport Campina sediem seus jogos.

Almeidão, Graça e Amigão também estão passando por melhorias e não têm vistorias previstas.

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