Galo pede a exclusão da Raposa do Campeonato Paraibano, e dirigente diz que, se a lei for cumprida, o Alvinegro vai assumir a vaga do arquirrival na semifinal do torneio
A diretoria do Treze finalmente quebrou o silêncio e falou sobre a ação impetrada pelo clube no Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba (TJD-PB), contra o Campinense. O vice-presidente do Galo, Paulo Gayoso, explicou o motivo que levou a cúpula alvinegra a acionar a justiça desportiva e se mostra confiante na vitória do Alvinegro nos tribunais.
O dirigente alvinegro afirmou que, ao contrário do Treze, o Campinense não apresentou as certidões negativas de débito, que são exigidas pelo Profut, e, por esse motivo, o Galo pediu ao TJD-PB que a Raposa perca os pontos conquistados nos dois clássicos dos Maiorais, válidos pela segunda fase do estadual. Dessa forma, o Treze conseguiria uma vaga na semifinal do Paraibano, no lugar do seu arquirrival.
– Nós procuramos continuar no Paraibano, tendo em vista que nossos adversários não apresentaram as devidas certidões negativas, exigidas pelo Estatuto do Torcedor e pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Ninguém é obrigado a aderir ao Profut, porém todos têm que apresentar as certidões. Na liminar, nós requeremos os pontos perdidos nos dois jogos da segunda fase contra o nosso rival – declarou Paulo Gayoso.
O dirigente alvinegro disse ainda que, segundo o levantamento feito pelo setor jurídico do clube, atualmente, apenas o Galo, o CSP e o Botafogo-PB estariam regulares com o que determina o Profut.
Sem querer prever quando o TJD-PB decidirá sobre o deferimento ou não da ação impetrada pelo Treze, Paulo Gayoso se mostra otimista numa vitória nos tribunais. O vice-presidente do Galo disse ainda que acredita numa paralisação do torneio, caso o Campinense seja derrotado.
– Justiça não tem prazo. Estamos esperando que o TJD analise e dê seu parecer. No entanto, se a lei for cumprida, nós iremos ganhar essa liminar. Nossa intenção não é paralisar o campeonato e sim esperar uma decisão favorável da justiça para jogar contra o CSP. Acredito que quem vai parar o torneio é quem vai perder – finalizou.
O caso do Treze já está sendo analisado pelo TJD-PB, que, inclusive, solicitou que as partes citadas no pedido encaminhado pelo Alvinegro – o Campinense Clube e a Federação Paraibana de Futebol (FPF) – apresentem seus esclarecimentos sobre a denúncia.
Enquanto o imbróglio não se resolve, a tabela do estadual permanece inalterada. As semifinais, inclusive, já começaram no último domingo, quando o Sousa venceu o Botafogo-PB no jogo de ida. A volta está marcada para o próximo domingo, no Almeidão. Também no domingo, Campinense e CSP abre a outra semifinal no Amigão.
GE
