Esportes

Vexame na Copa do Mundo serve de exemplo para Alison nas Olimpíadas

Medalhista de prata nos Jogos de Londres quer usar o fracasso da Seleção de 2014 como exemplo para evitar tropeço em casa nos Jogos do Rio de Janeiro, em agosto

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Em casa, o Brasil decepcionou toda a torcida na Copa do Mundo de 2014. Sofreu um vexame com uma eliminação melancólica para a Alemanha: uma goleada por 7 a 1, no Mineirão. Agora, faltando menos de três meses para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, aquela derrota da Seleção vai servir de exemplo para Alison, do vôlei de praia, quando ele pisar nas areias da Praia de Copacabana.

– A pressão existe em qualquer lugar do mundo. Você está representando o seu país, a sua pátria. A minha opinião é que o Brasil não se preparou mentalmente para a Copa do Mundo. O Brasil ainda acha que é só jogar futebol. Não. Existe tática, existe estudo. Nós estudamos uns aos outros, a gente se prepara física e mentalmente para a pressão. Acho que ao Brasil faltou isso em 2014. Mas serviu de lição para os atletas que vão disputar as Olimpíadas – avaliou Alison.

No último torneio de Alison no Brasil antes das Olimpíadas, ele e o parceiro Bruno Schmidt conquistaram o tricampeonato do Superpraia, em João Pessoa. A competição encerrou a temporada 2015/16 do calendário nacional. Na final, a dupla enfrentou os outros representantes do país nos Jogos, Pedro Solberg e Evandro, e venceu por 2 sets a 0, parciais de 21/19 e 21/16. No feminino, o país terá nos Jogos do Rio Agatha/Bárbara Seixas e Larissa/Talita.

Medalha de prata em Londres 2012, ele sabe da responsabilidade que vai ter no Rio para conquistar uma medalha ao lado de Bruno Schmidt em casa. Principalmente pelo retrospecto do país na modalidade, que tem a tradição de sempre subir ao pódio.

– Jogar em casa é muito bom. Dá uma moral. Tenho certeza que o povo brasileiro que estiver presente no Rio de Janeiro vai dar muita força para a gente. E vamos tentar retribuir esta energia. Vamos com tudo – garantiu o capixaba, que disputa o Grand Slam de Moscou no fim de maio, pelo Circuito Mundial.

Bruno Schmidt concorda com Alison. E diz que por jogar em casa, os atletas brasileiros vão sofrer muita pressão da torcida. O brasiliense acrescenta que essa cobrança pode ter um impacto tanto positivo quanto negativo.

– A gente está ciente disso (da pressão da torcida). E que bom que o pessoal espera por essa medalha. Estamos trabalhando bem e sabemos que esta pressão pode ter dois lados. Pode ajudar, mas também pode atrapalhar. Temos que saber usar isso o tempo todo, botar a torcida do nosso lado – comentou.

HISTÓRICO DE MEDALHAS DO BRASIL NO VÔLEI DE PRAIA

Londres 2012

Prata – Alison/Bruno Schmidt
Bronze – Juliana/Larissa

Pequim 2008

Prata – Márcio/Fábio
Bronze – Ricardo/Emanuel

Atenas 2004

Ouro – Ricardo/Emanuel
Prata – Adriana Behar/Shelda

Sydney 2000

Prata – Ricardo/Zé Marco
Prata – Adriana Behar/Shelda
Bronze – Adriana/Sandra Pires

Atlanta 1996

Ouro – Jackie/Sandra Pires
Prata – Mônica/Adriana

 

GE PB

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