Fuba afirmou que há sim uma grande insatisfação com o atual governo, mas acredita que a grande “mídia golpista” interfere na decisão popular. Já a vereadora Eliza Virgínia disse acreditar que os movimentos sociais e artistas só defendem a chefe do executivo federal, por estarem recebendo verbas do governo e citou como exemplo o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra
Os vereadores da capital paraibana, Fuba (PT) e Eliza Virgínia (PSDB), bateram boca hoje (14) durante entrevista no programa ‘Debate Sem Censura’, da rádio Sanhauá. Na ocasião os parlamentares debateram sobre a atual situação política do Brasil e sobre suas posições em relação ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Fuba afirmou que há sim uma grande insatisfação com o atual governo, mas acredita que a grande “mídia golpista” interfere na decisão popular. “As pessoas que vão para as ruas são convocadas pelas grandes mídias, muita gente vai pra rua sem nem saber o que é um impeachment.”
Em contraponto, a vereadora Eliza Virgínia disse acreditar que os movimentos sociais e artistas só defendem a chefe do executivo federal, por estarem recebendo verbas do governo e citou como exemplo o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra “entre o MST estão políticos, empresários, servidores públicos. Investimento para saúde e educação não tem, mas para a reforma agrária sim”.
O vereador acredita que não existe nenhum crime que justifique o afastamento da presidente. E disse que os movimentos sociais que defendem a presidente estão reivindicando o estado democrático de direito “As pessoas já começaram a perceber o tamanho do golpe”.
Segundo ele, as pedaladas fiscais – motivo do impeachment da Presidente – não é um crime de responsabilidade fiscal. “Não houve uma CPI e nem sequer as pedaladas foram fiscalizadas pelo TCU. Está se rasgando a constituição brasileira.”
Já a vereadora rebateu afirmando que golpe é o que o PT quer fazer com o povo brasileiro, criando falsas expectativas na população. “Golpe é eles dizerem que as pessoas irão perder o Bolsa Família, isso já se tornou um programa de estado.”
Para ela, o Partido dos Trabalhadores deveria investir mais em empregos, ao invés de tentar “comprar” os eleitores com programas sociais “Um emprego é a forma mais justa de sobreviver”.
O petista criticou a vereadora e disse que ela não entende nada de governo e movimentos sociais “Achar o Bolsa Família um programa ruim, não é normal. O bolsa família leva as crianças ao colégio”
Eliza se defendeu dizendo que o as crianças não devem ir à escola por causa de programa de governo, e sim pela educação. Rebateu ainda afirmando que não considera o Bolsa Família um programa ruim, mas defendeu que melhor que programas de governo, é ter um emprego digno. “Quando você trabalha, você cresce e se sente últil.” Finalizou.
Marielena Costa
