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Vereadores batem boca na CMJP e presidente ameaça demitir assessores parlamentares

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Vereador Renato Martins acusa bancada de situação de se negar a assinar CPI da Lagoa e diz que eles devem ter salários reduzidos. Declarações geram bate-boca entre parlamentares

Os vereadores bateram boca na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) durante sessão na manhã de hoje. Tudo começou quanto o vereador da bancada de oposição, Renato Martins (PSB) criticou o posicionamento da bancada governista que não estaria, segundo ele, cumprindo o papel parlamentar de fiscalizar e debater os temas e, o por isso, deveriam ter seus salários reduzidos. Ele reclamava que nenhum parlamentar da situação assinou o documento que pede a abertura da CPI da Lagoa.

“Os vereadores passam horas falando do meu mandato, da minha vida pessoal, mas eu tenho orgulho de ser filho adotivo de João Pessoa e de ser vereador desta cidade. Sou um vereador que assino CPI, que fiscalizo o trabalho da prefeitura, aprovo matérias, apresento matérias. Mas o constrangimento deles é tão grande que me escolhem como bode expiatório. Eu assinei todas as CPIs, a da Emlur, a do Jampa Digital. Mas da bancada de situação, nenhum se dignifica a assinar a CPI da Lagoa”, afirmou Renato Martins sobre os vereadores da bancada de Luciano Cartaxo (PSD).

Dando continuidade a suas declarações, o vereador socialista disse que como as coisas não andam na Câmara Municipal, os vereadores deveriam ter seus salários reduzidos. A vereadora da situação, Raissa Lacerda (PSD) entrou no debate e propôs um desafio a Renato Martins: “Ele acusou a Mesa Diretora e todos os vereadores que defendem Luciano Cartaxo de vendidos. Acho isso um absurdo, um desrespeito, ele usou de demagogia pura. Fiz um desafio de ele doar o salário dele a uma instituição de caridade e eu doar o meu”, declarou.

Já o líder da bancada de situação, Marco Antônio (PPS) foi mais além e disse que espera encontrar, em breve, com Renato Martins, na Justiça. Ele garantiu que já está processando o vereador por outros episódios. “Respeite a honra das pessoas. Você já me chamou de prevaricador e, por isso, nós vamos nos encontrar, em breve, é nas barras da justiça. Eu já denunciei o senhor criminalmente”, disse.

Sob fortes vaias que se avolumavam na galeria do plenário, o presidente da Câmara, Durval Ferreira (PP), decidiu intervir e afirmou que não admitiria aquele tipo de bate boca entre os vereadores e garantiu que na próxima terça-feira haverá uma reunião para discutir a presença de servidores da casa vaiando os parlamentares e ameaçou demiti-los.

“Eu acredito que essa será a última vez que escuto isso na minha gestão. Não admito que qualquer vereador queira desmoralizar a instituição, eu não estou falando quem desmoralizou. Nós não vamos mais ver isso enquanto eu estiver como presidente. Existem vários vereadores que têm responsabilidade, alguns saem daqui às 22h. Quem está na galeria, tenha respeito com a gente, assim como respeitamos vocês. Isso é molecagem, vereador que traz pessoas aqui para vaiar. Se for assessor, eu tenho o poder de tirar e substituir. A gente vai para a imprensa num dia e no outro tem um debate desse, só falta agora se agredirem dentro do plenário e não queremos isso aqui”, afirmou.

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