Política

Vereador da Capital, Bira conclama sociedade para ato público em Defesa da RAPS

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Militante da Luta Antimanicomial e da Reforma Psiquiátrica, o vereador e psicólogo, Ubiratan Pereira – Bira (PSD), conclama a toda a sociedade paraibana, que também abraça a Defesa da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), para participar nesta quinta-feira (14), de um ato público em repúdio à nomeação de Valencius Duarte para a Coordenadoria Nacional de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde. Isso porque, atitudes e experiências profissionais do novo coordenador contrariam totalmente o que reza a Política Nacional de Saúde Mental.

O manisfesto, que tem o apoio do parlamentar, será realizado pela Frente Paraibana da Luta Antimanicomial em João Pessoa. O mesmo terá início às 14h, em frente à sede do Ministério da Saúde na Paraíba, na Av. Duarte da Silveira (Beira Rio), na Capital. Vários usuários, profissionais de saúde, familiares e representantes dos movimentos sociais são esperados nesse encontro, que é contra todos os retrocessos e ameaças ao modelo atual de Atenção Psicossocial.

“Todos os interessados devem comparecer em massa a esse ato para demonstrarmos publicamente a nossa indignação a essa nomeação, pois não podemos retroceder no Processo de Reforma Psiquiátrica no Brasil. Temos que reagir à possibilidade de termos o Ministério da Saúde na contra-mão da Rede de Atenção Psicossocial e garantir os avanços já obtidos”, enfatizou o vereador acrescentando que várias entidades nacionais também já demonstraram preocupação com essa mudança na Coordenação Nacional de Saúde Mental.

Bira lembra inclusive que também circula na internet um abaixo-assinado que cobra do ministro da Saúde, Marcelo Castro, o afastamento urgente de Valencius Duarte do cargo que ocupa, já que ele criticou publicamente os fundamentos legislativos que criaram o marco regulatório da Política Nacional de Saúde Mental, por meio da Lei Federal de Nº. 10.216/0, que extingue os manicômios.

Além do mais, por muitos anos ele também atuou na direção da Casa de Saúde Dr. Eiras, que faz parte de um histórico sombrio da psiquiatria brasileira, que cumpriu o papel de ser o maior hospital psiquiátrico privado da América Latina, com prática sistemática de eletroconvulsoterapia, ausência de roupas, alimentação insuficiente e de má-qualidade e número significativo de pessoas em internação de longa permanência, conforme apontou o relatório de 2000, da I Caravana Nacional da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

Com PB Agora

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