Neymar. Nome que parece verbo. Fácil de conjugar. Principalmente para ele. Quem sabe “neymar” mais que Neymar? Hoje, na seleção brasileira, ninguém. Havia um buraco no grupo de Dunga sem o principal jogador. O camisa 10 muda o ambiente. Dá vida a uma Seleção que cada dia mais gira em torno dele. Por mais que o Brasil tenha vencido o México sem o craque no domingo passado, todo mundo quer vê-lo em campo. E assim será.
Nesta quarta-feira, será outra vez Neymar e mais 10. Ele joga o amistoso contra Honduras, às 22h, (de Brasília), no Beira-Rio, em Porto Alegre. Agora, um Neymar encorpado. Não com mais peso ou músculos. Mas com título e artilharia de Liga dos Campeões nas costas. Está, enfim, entre os melhores do mundo.
Neymar é o brilho do teste final do Brasil para a Copa América do Chile. Às vésperas da estreia contra o Peru, que será no domingo, o capitão se aquece para disputar a competição pela segunda vez. Na primeira, em 2011, decepcionou com toda a equipe e caiu nas quartas de final contra o Paraguai.
Esta noite promete. Neymar promete. Se há chance de ver o Beira-Rio lotado, a culpa é do atacante – foram 40.590 ingressos colocados à venda. A presença dele é esperança de espetáculo, de futebol diferente. O astro mostrou isso no treino de reconhecimento do gramado do Beira-Rio na tarde desta terça. Teve gol por trás da baliza no rachão (assista ao vídeo), passe de letra, pedalada. E gritos, muitos gritos. Fãs eufóricas deliraram a cada toque na bola do craque. E cada vez mais tem sido assim.
– Claro que é bom ter um jogador da qualidade do Neymar, ainda mais com essa motivação. Logo no início, eu o coloquei de capitão e ele cresce nesse momento de maior dificuldade. Ele sabe como é importante jogar no Barcelona, mas também o quanto representa ganhar um título pela Seleção – frisou o técnico Dunga.
De um ano para cá, a responsabilidade do atacante na Seleção só fez aumentar. Sorte que o talento, a maturidade e o currículo foram na mesma toada. Vai ter show. Em cartaz, Neymar.
Redação com GE.