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Vacina contra H1N1 assusta e há quem não a tome; Saúde garante segurança
Uma das pessoas que não se imunizou foi Antônio Ferreira, de 62 anos de idade, morador do bairro do Cristo. Ele diz que não toma vacinas de campanha e que não acredita na eficácia delas
O medo de tomar a vacina conta a influenza A, que protege contra o vírus H1N1, ou a desconfiança de que o produto não ofereça proteção eficaz vem fazendo com que diversas pessoas não se imunizem durante a campanha nacional de vacinação, em João Pessoa.
Uma das pessoas que não se imunizou com a vacina foi Antônio Ferreira, de 62 anos de idade, morador do bairro do Cristo, na Zona Oeste da Capital.
Segundo Antônio, ele nunca participou de campanhas de vacinação e mesmo assim não lembra de ter adoecido ou pego alguma gripe mais forte nos últimos anos.
“Nunca tomei essas vacinas. Até aqui não tive do que reclamar e não adoeci. Não é questão de ter medo da vacina, da agulha ou de alguma reação, é questão de não querer tomar mesmo. Não sei se é sorte, mas não lembro de ter adoecido por gripe nos últimos anos. Também não acredito que a vacina imunize”, afirmou Antônio.
Uma leitora também contou que a mãe e um tio dela, que possuem entre 80 anos e 90 anos, não tomaram a vacina porque não acreditam que ela possa imunizar contra alguma doença. Além disso, tanto a mãe como o tio da leitora aconselharam outras pessoas da família a não serem imunizados durante a campanha.
“Não é medo, mas eles não acreditam que a vacina proteja contra alguma coisa. Minha mãe foi contra eu ter tomado a vacina, mesmo eu tendo asma e ser aconselhada pelo médico a me imunizar”, disse a leitora.
Saúde reafirma eficácia da vacina
O gerente de Vigilância Epidemiológica de João Pessoa, Daniel Araújo, contou que a vacina é segura e deve ser tomada por todas as pessoas que estão no grupo de risco da campanha.
“O medo que o pessoal tem é da agulha. A vacina é segura, não passou por nenhuma alteração de composição e, inclusive, é a mesma que foi utilizada na campanha do ano passado. Quem se imunizou no ano passado pode ficar tranquilo e se imunizar mais uma vez”, afirmou Daniel.
Ainda de acordo com Daniel, a vacina só é contraindicada para as pessoas com alergia à proteína do ovo ou que já tenham sofrido reações extremas após vacinação.
“Pessoas com alergia à proteína do ovo não devem ser vacinadas. Com relação a casos de reação da vacina, a gente só considera uma reação quando a pessoa apresenta algum caso severo, sendo comprovado por exame. Pessoas com dores no músculo onde a vacina foi aplicada ou que apresentem febre não devem ter medo, isso não é uma reação causada pela vacina; essas pessoas podem continuar recebendo as doses anuais que são disponibilizadas”, garantiu o gerente.
Ministério da Saúde reforça sobre segurança
De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina contra gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença, internações ou, até mesmo, óbitos. Conforme o Ministério, estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.
“Temos milhões de pessoas vacinadas, não só no Brasil, mas no mundo. Esta é uma vacina de vírus inativado, desta forma não tem capacidade de ocasionar um quadro gripal. O que pode ocorrer é que a pessoa, ao receber a vacina, coincidentemente, pode ter sido acometida por outros tipos de vírus em circulação e que não estão incluídos na vacina, inclusive aqueles que causam resfriados”, explicou a coordenadora no Ministério da Saúde, Carla Domingues.
Quem pode se vacinar
A vacinação ocorre nos grupos de risco, que são: crianças de seis meses a menores de cinco anos, gestantes, puérperas (mulheres que tiveram bebês nos últimos 45 dias), trabalhadores de saúde, povos indígenas, indivíduos com 60 anos ou mais de idade, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional, além das pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais independe da idade. O público-alvo deve apresentar o cartão de vacinação nos postos.
Em casos de pessoas que estão com doença aguda ou febre a recomendação é de adiamento da vacina até o restabelecimento da saúde.
Sintomas da gripe A
Os sintomas da gripe A, causada pelo vírus H1N1, são comuns a de uma gripe comum, como febre repentina que supera os 38° C; tosse intensa; dor de cabeça constante; dor nas articulações e nos músculos; falta de apetite; calafrios frequentes; nariz entupido, espirros e falta de ar; náuseas e vômitos; diarreia; e mal estar geral.
A gripe é transmitida pelo contato com pessoas doentes e pode causar complicações como pneumonia, se não for tratada adequadamente.
Portal Correio