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‘Toplessaço’ tem mais curiosos que seios descobertos no Rio
Marcado para as 10h, em Ipanema, 1ª manifestante só chegou às 11h.
Evento marcado em rede social tinha 50 mil convidados.
O evento, marcado no Facebook para 50 mil convidados, ficou oculto para o público por conta da “enxurrada de machismo”, segundo a atriz e organizadora Ana Rios. Na sexta (20), voltou a ser público — e a ser alvo de ataques.
A proposta do encontro era promover um debate sobre a não-criminalização da nudez feminina e decretar o “fim da repressão policial sobre os corpos”.
Origem do ‘Toplessaço’
As produtoras teatrais Ana Rios e Bruna Oliveira tiveram a ideia durante a Marcha das Vadias, no dia 27 de julho. Enquanto os ativistas reivindicavam igualdade de direitos entre homens e mulheres, elas perceberam olhares de repressão de transeuntes.
“Durante a marcha, percebi que a existência do topless era muito agressiva. Ouvi várias pessoas falando coisas horríveis. Comentei com a Bruna comoachava louco as pessoas terem uma reação tão violenta com o corpo feminino. Há uma aceitação em um contexto de compra e venda, mas não no contexto natural. Até em revistas de amamentação, é muito raro ver mulheres com os peitos de fora”, disse a organizadora do evento ao G1 na sexta (20).