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Terremoto de magnitude 6,1 atinge Cuba e é sentido até na Flórida
Um terremoto de intensidade moderada atingiu a costa oeste de Cuba na tarde dessa segunda-feira (9), provocando susto em moradores de Havana e outras regiões próximas, mas sem deixar, até o momento, registro de feridos ou prejuízos materiais.
De acordo com informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), o tremor teve magnitude 6,1 e ocorreu aproximadamente a 100 quilômetros da extremidade oeste da ilha. O abalo sísmico também foi percebido em áreas do estado norte-americano da Flórida, segundo relatos de repórteres da AFP.
As autoridades cubanas informaram que, até agora, “Não há, até o momento, registros de danos materiais ou vítimas”, destacando que o fenômeno foi sentido com maior intensidade nas províncias de Pinar del Río e Havana.
Na capital, jornalistas relataram que os tremores duraram cerca de 20 segundos, o suficiente para que moradores deixassem prédios às pressas. Em alguns pontos da cidade, pessoas se reuniram em áreas abertas, consultando celulares e buscando informações logo após o abalo.
O impacto foi percebido “em toda a região oeste do país”, segundo autoridades locais, que reforçaram que não houve consequências mais graves.
O Centro Nacional de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos descartou risco significativo de tsunami na região. Ainda assim, o órgão apontou uma “possibilidade muito pequena” de formação de ondas em áreas costeiras próximas ao epicentro.
Embora Cuba registre atividade sísmica com alguma frequência — especialmente no leste do país, na região de encontro entre as placas tectônicas do Caribe e da América do Norte —, tremores dessa intensidade na parte ocidental são menos comuns.
O episódio ocorre em meio a um cenário já delicado para a ilha, que enfrenta dificuldades econômicas e sociais agravadas por sanções dos Estados Unidos e restrições comerciais, incluindo o embargo ao fornecimento de petróleo.
Na última quinta-feira, um representante da ONU em Cuba alertou para o aumento da vulnerabilidade do país, classificando a situação como uma “emergência humanitária” e descrevendo um “coquetel explosivo” justamente no início do período de furacões.
Fonte: DOnline – O Globo – Foto: Reprodução